segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Diabetes e vinho, relação proibida?


Hoje é o dia mundial dos diabetes e não podíamos deixar de nos dirigir a quem sofre desta doença. Ainda há muitas dúvidas sobre se os diabéticos podem ou não beber vinho. Apesar da grande infusão dos benefícios do vinho, há quem ainda tenha receio dos seus malefícios. Fomos então investigar o que a comunidade cientifica diz sobre este assunto e descobrimos o seguinte:
  1. De todas as bebidas alcoólicas, o vinho é a mais favorável para dos diabéticos.
  2. O consumo regular de vinho equivalente a 48gramas de álcool (2 copos de vinho), esta associado a uma redução de 30% no risco de ter diabetes. As doses de álcool melhoram a sensibilidade à insulina e potenciam o uso na nossa glicose. (fonte: Diabetes Care)
  3. Um estudo Israelita mostrou que o consumo de um copo de vinho por dia é capaz de diminuir a glicemia. (fonte: Diabetes care)
  4. Após o acompanhamento de diabéticos do tipo 2 durante 2 anos, o consumo diário de vinho tinto, trouxe uma melhoria nos níveis de colesterol e da qualidade do sono.(fonte: Diabetes care)
  5. Um estudo com 900 idosos diabéticos provou que o consumo de pelo menos 14gr de álcool, reduz o risco de morte de doenças cardíacas (fonte: revista JAMA)
  6. O vinho mais indicado para diabéticos é o tinto seco dado o nível baixo de açúcar.
  7. Os diabéticos podem beber vinho caso a doença esteja controlada e monitorizem regularmente os níveis de açúcar.

Apesar de todos os estudos científicos, cada caso deverá ser avaliado previamente pelo médico. No entanto, o vinho não deverá ser visto como algo mau ou negativo para a saúde, pelo contrário! Para quem não sofre de diabetes, o consumo regular de vinho previne o aparecimento da doença!

domingo, 13 de novembro de 2016

A explosão do enoturismo!

Outrora pouco divulgado, mas agora protagonista, o enoturismo tem sofrido uma ampla divulgação e crescido em Portugal a olhos vistos. Hoje comemoramos o dia europeu do enoturismo e o nosso país está no topo desta atividade. 
No segmento do turismo, esta atividade permite ao turista apreciar todo o processo de produção de vinho e a sua cultura e tradição. A par disso, possibilita um aprofundamento no conhecimento dos aromas e sabores do vinho. Inicialmente o enoturismo era de cariz rural mas hoje há inúmeros eventos e rotas urbanas. Sendo ainda uma atividade para um nicho de amantes do vinho, a prática encontra-se em amplo crescimento em Portugal, tendo uma grande procura do Reino Unido, França, Brasil, Espanha e Alemanha.
Para além das provas de vinhos, o enoturismo também contempla refeições com harmonizações especiais, exposições e toda a atividade intrínseca ao processo de vinificação como a pisa da uva. Mais recentemente verificamos a organização de feiras, museus, rotas gastronómicas e provas.
Encontramos em Portugal as duas regiões com mais turistas em destaque:
1.    Douro – Região iniciante do enoturismo em Portugal. As visitas às caves do Vinho do Porto remontam os anos 50 do século XX. Hoje o Douro tem uma atenção especial para além dos vinhos fortificados. O Douro tem sido alvo de grande procura turística na visita às vinícolas mas também nos cruzeiros do Douro. Não é por acaso que a paisagem do Douro foi classificada pela Unesco como património mundial!
2.    Alentejo – Conhecido pelas suas planícies vinícolas, é onde encontramos grandes vinícolas portuguesas com projetos de enoturismo formidáveis. Em 2014 foi eleita a melhor região vinícola para visitar segundo o jornal americano USA Today.

Hoje os grandes tubarões da vinicultura em Portugal oferecem propostas amplas e atrativas no mundo do enoturismo. Dado o franco crescimento, estarei expectante com a evolução deste nicho de mercado! já experimentaram?


sábado, 12 de novembro de 2016

Espumantes não são vinhos só para festas!

 A estrela das celebrações, os espumantes, com as suas bolhas brilhantes e os seus aromas agradáveis encantam todos! Convidado assíduo em casamentos e festas, é sempre visto como uma bebida para ocasiões especiais. No entanto, os espumantes são dos vinhos mais versáteis para acompanhar refeições! Quantas vezes adquirimos espumantes para acompanhar refeições? Apesar de polivalente, este vinho tem sofrido o preconceito de não ser um vinho gastronómico.
Em relação aos vinhos tranquilos (sem gás), os espumantes são mais versáteis sendo praticamente impossível a harmonização ser má, seja qual for o prato. Podem ser servidos desde as entradas até à sobremesa!
Vejamos algumas ideias sobre os espumantes

1.    São fantásticos para acompanhar entradas. Opte pelos espumantes brutos ou secos para iniciar.
2.    Acompanham bem pratos de carne, peixe, mariscos, saladas e comida oriental. Os espumantes brutos são os melhores para as refeições principais.
3.    A harmonização perfeita é com pratos salgados e gordurosos. Carne assada e leitão são ótimos exemplos!
4.    Os espumantes doces e meio-secos são ideais para acompanhar sobremesas. Sobremesas mais ácidas como as que contém fruta, devem ser harmonizados com os meio-secos.
5.    Combinam bem com queijos, principalmente os meio-secos. As bolhas realçam o sabor salgado do queijo.


Algo que distingue os espumantes dos vinhos tranquilos é o facto de carregarem sempre a classificação quanto à doçura. No ato de escolher para harmonizar é sempre uma ajuda preciosa. Um pormenor essencial a ter em conta, é que estes vinhos necessitam de estar sempre frescos. Não devem ser servidos a mais de 12ºC!

Classificação dos espumantes quanto ao açúcar por ordem crescente. 


Vamos terminar com o preconceito de espumantes serem só vinhos de festa. Sim, podem ser vinhos para grandes refeições!



sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Castanhas e Jeropiga - o magusto perfeito!

Hoje comemoramos o dia de S. Martinho, o fim da época do magusto, o dia em que as famílias se reúnem em torno de uma fogueira a assar castanhas e a beber Jeropiga.
O Magusto nasceu historicamente para festejar e entrada do Outono e a prova do vinho novo! A festa inicia-se no dia de todos os santos e culmina no dia de S. Martinho. Foi sempre uma época muito importante para os produtores de vinho. Aliás, S. Martinho é considerado o padroeiro dos viticultores.

Por tradição em Portugal, no magusto acompanham-se as tradicionais castanhas com Jeropiga
Mas afinal o que é a Jeropiga?
. Estamos a falar de uma bebida alcoólica tradicional de Portugal, preparada com o mosto da uva inicialmente fermentado e a adição de aguardente obtendo assim uma bebida alcoólica doce. Em várias versões, a bebida sofre uma adição de açúcar no momento da introdução da aguardente. Posteriormente é filtrado e engarrafado. 
Apesar de ter um sabor idêntico a um vinho licoroso não é um vinho!
A Jeropiga era tradicionalmente feita de forma caseira pelos produtores apenas com o objetivo de festejar o magusto. O nome tem origem em “xaropiga” que vem do "xarope" exatamente pela doçura habitual desta bebida. A Jeropiga também pode ser envelhecida em madeira conferindo-lhe mais qualidade. 

Apesar de ser uma bebida ibérica, também podemos encontrar algumas produções no rio Grande do Sul devido à influencia Portuguesa.

Preparados para as castanhas? Vamos abrir a Jeropiga!


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A vinícola Trump!

A par de polémicas, Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos da América. O grande empresário americano na sua fortuna imensa fruto de negócios imobiliários, adquiriu em leilão, em Abril de 2011 a Kluge Estate Winery and Vineyard que foi alterada posteriormente para Trump Winery. A vinícola encontrava-se completamente falida mas com a injecção de capital, Trump tornou-a numa empresa rentável. Atualmente o empresário divulga vivamente os vinhos “Trump” que foram amplamente discutidos durante a campanha presidencial.
A vinícola situa-se na costa leste mais precisamente em Charlottesville na Virgínia e é o maior vinhedo da região. A gestão e presidência foi entregue ao filho do presidente eleito, Eric Trump. A propriedade tem dois mil hectares e produz vinhos tintos, brancos, rosés e espumantes. Das castas brancas, estão plantadas o Chardonnay, Sauvignon Blanc, Sémillon e Viognier, das tintas encontramos Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot, Cabernet Sauvignon e Malbec.
Em 2013, a revista de renome Wine Enthusiast, atribuiu 91 pontos ao espumante Trump SP Reserve 2007 que foi a pontuação mas elevada de sempre para um espumante da Virgínia. Mas foi em 2015 que a empresa deu o salto e abriu na propriedade um hotel de luxo que oferece uma experiencia única no meio das vinhas. Para além dos serviços expectáveis, a empresa organiza eventos e casamentos! Já se imaginou a casar na vinícola Trump?

Questionamos se com a presidência, os vinhos Trump vão saltar para o sucesso. Nós ainda não os provamos e vocês? 


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Real Companhia Velha lança Vinho do Porto do século XIX!

Carvalhas Memories - very old Tawny 1867
PVP: 2750€
260 exemplares
A vitivinícola portuguesa mais antiga, a Real Companhia Velha, comemora 260 anos de existência! Fundada em 1756, atualmente é uma das maiores produtoras de Vinho do Porto e Douro exportando mais de 65% da sua produção. Foi uma das peças fundamentais para a demarcação da região do Douro, a primeira a atingir esse estatuto no mundo.

Para esta comemoração, a empresa decidiu lançar o “Carvalhas Memories”, um vinho do Porto único da safra de 1867 com um pequeno toque de 1900. Estamos a falar de um vinho com mais de 100 anos. Incrível! Produzido na Quinda das Carvalhas, uma propriedade belíssima com 120 hectares de vinha situada na margem esquerda do Rio Douro no Pinhão, que possui vinhas velhas centenárias. Foram assim lançadas no mercado 260 garrafas enumeradas e exclusivas com um preço louco de 2750 euros. Metade dos exemplares já se encontram no mercado! A garrafa é num formato singular e histórico, em cristal produzido artesanalmente pela Vista Alegre e decorada a tinta ouro.


É reforçada assim a tendência atual no investimento em vinhos raros para nichos de mercado específicos. A Real Companhia Velha já se encontra a avaliar possibilidades de mais lançamentos de vinhos históricos dado o stock centenário da empresa! Estamos perante mais uma notícia que vai abalar o mundo dos vinhos.  

Quem tiver a oportunidade de degustar esta raridade, agradecemos que partilhem connosco! 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O segredo das vinhas velhas!

Muitas vezes deparamos-nos com vinhos com rótulo “vinhas velhas". Mas afinal o que são?

A idade de uma vinha depende essencialmente da região, uma vinha velha numa região vinícola antiga como o Douro não terá a mesma idade que numa região vinícola mais recente como o Alentejo. Em geral, uma vinha só pode produzir vinho a partir de 3 anos de idade. Em algumas regiões vinícolas mais antigas, as vinhas têm que esperar 6 a 8 anos para produzir vinho. A partir dos 20/25 anos, a vinha começa a produzir menos cachos mas uvas mais concentradas.

Por que razão as vinhas velhas produzem bons vinhos?

1.  A decadência da vegetação traz um equilibro entre folhas e frutos.
2. Os frutos aparecem em menor quantidade gerando bagos pequenos mas mais concentrados em aromas e sabores.

3.Sistema radicular mais amplo que permite um aprofundamento nas raízes que sobrevivem bem à falta de água e ao calor. Esse fenómeno gera uma maturação mais regular e total. Permite, igualmente, uma maior absorção das características do solo da região.

4. A produção é regular ano para ano, tornando as safras muito homogéneas. O mercado aprecia a constância da qualidade.



Mas porque estes vinhos são em geral mais caros?
Kopke Vinhas velhas
PVP: 45€
Cotação vivino: 4,4

A exploração destes vinhedos é cara, uma vez que estes exigem mais cuidados na exploração. Para além disso, geralmente estas vinhas não permitem colheitas elevadas em termos quantitativos. 

A presença de “vinhas velhas” no rótulo é garantia de qualidade?

Os vinhos produzidos por estas vinhas geralmente apresentam um grande equilíbrio e muita concentração de aromas. Estes vinhos são reconhecidos como singulares. Mas tal e qual os restantes, a forma como são produzidos vai influenciar a sua qualidade. 

Já provaram? Fica a sugestão. 

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