Mostrar mensagens com a etiqueta Espumantes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Espumantes. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Espumante ou champagne?

Os espumantes são uma peça fundamental para o ano novo. No entanto, apesar do seu imenso sucesso, frequentemente ouço pessoas a confundirem espumante com champagne. Na verdade estamos a falar de conceitos diferentes mal-compreendidos pelo público em geral. Todos os champagnes são espumantes mas nem todos os espumantes são champagnes.

Espumantes são vinhos que sofrem duas fermentações. A primeira é a fermentação alcoólica, comum em todos os vinhos em que o açúcar da uva se transforma em álcool. A segunda fermentação trata-se da fase em que o vinho ganha efervescência tonando-se assim num espumante. Existem vários métodos para a esta segunda fermentação, mas em geral pode ser realizada em cubas de inox ou em garrafa.


Champagne é um vinho espumante geralmente rosé ou branco, produzido na região de Champagne na França, feito através das uvas tintas Pinot Noir, Pinot Meunier ou da uva branca Chardonnay. A segunda fermentação é feita em garrafa sendo conhecido em Portugal como o método champanhês. Existem, assim, procedimentos rigorosos e uma região delimitada para a produção destes vinhos. Todos os espumantes produzidos fora desta região ou produzidos por métodos distintos não poderão ter esta classificação!

Portanto, o espumante só será champagne se tiver certificação para tal (verificar rótulo). Existem outros tipos de espumante como o espanhol Cava e o italiano Prosecco. Em Portugal, podemos encontrar bons espumantes das regiões da Bairrada, Tavora-Varosa e até os espumantes alvarinho da região dos vinhos verdes.

Vamos partilhar a informação para esclarecer a dúvida de vez!


Um brinde!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Os espumantes rosés estão aí para ficar!


Todos nós gostamos de bolhinhas para dias de festas mas os rosés trazem uma intensidade de sabor único e uma atmosfera romântica. Outrora visto de uma forma preconceituosa como uma bebida feminina, hoje os espumantes rosés conquistam adeptos graças à sua personalidade viva, leveza e à presença de aromas de frutos vermelhos. Ideal para uma festa especial, é muitas vezes considerada a bebida romântica e de verão.

Como são feitos?

Geralmente produzidos a partir de uvas tintas, o que os distingue é que o mosto entra em contacto com a pele das uvas temporariamente, proporcionando cores desde rosa pálido ao groselha. Quando atingido o ponto pretendido, são retiradas as cascas (exatamente como o método de produção do vinho rosé tranquilo). Quanto maior for o contacto do mosto com as peles, mais intensa será a cor do espumante. À semelhança dos espumantes brancos, muitos rosés são feitos a partir do método champanhês, ou seja, a segunda fermentação é realizada em garrafa.

O que podemos esperar?

A grande riqueza dos espumantes rosés são os seus aromas a frutos vermelhos e por vezes o toque de frutas secas dependendo da levedura. É uma excelente opção para acompanhar entradas, pratos principais assim como sobremesas. Bastante versátil, acompanha bem peixes, aves, marisco, saladas, pratos mediterrâneos e comida asiática. Os rosés mais doces são uma opção elegante e perfeita para acompanhar sobremesas e chocolates em jantares mais românticos. No verão, quando servidos bem frescos, são uma excelente escolha para criar cocktails e servir numa festa ou num pic-nic.


Como os restantes espumantes, o espumante rosé deve ser servido bastante fresco. Para tal, recomendamos que a garrafa seja colocada num balde de gelo para se manter fresco! Quando comprar um espumante, seja diferente e experimente o rosé!


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Casanova lança Prosecco mais luxuoso e caro do mundo!

O crescimento dos espumantes não tem deixado o Prosecco de lado. Mas a vinícola Casanova levou a compra desta bebida para outro nível! Não contente com o produto tradicional, e com um toque de criatividade, criou um prosecco com a garrafa mais luxuosa e pomposa de sempre, trazendo a ostentação ao mundo dos espumantes.

Completamente coberta por cristais Swarovski, encontramos à venda com dois tamanhos: o standard (0.75l) e a versão Magnum (1,5l). O tamanho standard contém 3 370 cristais e a versão Magnum 6 145 cristais! A garrafa poderá ser adquirida pela modica quantia de 1620 dólares e encontra-se à venda no site da vinícola e no restaurante Novikov, em Londres.

O objetivo da vinícola é tornar a garrafa de espumante um produto para além da bebida e torna-la um bem de luxo para colecionadores. Estamos perante uma união do mundo dos vinhos com o design e a elegância, um passo mais à frente ainda não muito explorado. Se os olhos são o primeiro sentido porque não criar um produto extravagante?

Muito além deste produto, Casanova patenteou os direitos de incluir cristais Swarovski em garrafas de espumante (independentemente da região). Não haverá assim nenhum champagne com estes cristais, a menos que esta vinícola invista na região!


Proseccos - Casanova
A vinícola continua a produzir espumantes para todas as ocasiões e consumidores apesar do investimento árduo no patamar do luxo. Foram criados mais espumantes luxuosos como o “white collection” em várias versões! A apresentação destas garrafas visa encaixar na perfeição com eventos especiais como casamentos, festas e aniversários. Quanto à qualidade do espumante ainda não foram divulgadas as notas de prova mas veremos no futuro se a ostentação irá se tornar pontual ou uma tendência.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Um olhar sobre os espumantes portugueses!

Produção do espumante "Raposeira"
Para quem acha que para encontrar um bom espumante tem que ser champagne, cava ou prosecco, está equivocado. Apesar da França Espanha, Itália e Alemanha dominarem o mercado dos espumantes, Portugal tem crescido com a sua qualidade cada vez mais reconhecida. A produção deste tipo de vinho ainda representa 1% da produção total do vinho em território nacional mas os números têm aumentado. O espumante branco domina sobre o tinto e o rosé com 78% do mercado.

A região da bairrada é região que mais tem apostado nos espumantes, tendo as restantes em geral estabilizado. O lançamento da designação Baga@Bairrada tem mostrado o investimento dos produtores locais. O objetivo é produzir vinhos com características locais com qualidade capaz de competir com os grandes espumantes internacionais.

A par da Bairrada, a região Távora-Varosa e Dão têm se destacado na produção de espumantes de elevadíssima qualidade. No entanto em termos quantitativos, o investimento tem se mantido. Apesar de não representado no gráfico, gostaria de destacar os espumantes de Alvarinho lançados pela região dos vinhos verdes que apesar de terem pouca representação têm atraído novos consumidores. A capacidade evolutiva do Alvarinho tem permitido criar espumantes complexos e com excelente qualidade. 


Infelizmente em Portugal, o espumante ainda é, muitas vezes, visto como um vinho de festas. A versatilidade gastronómica ainda não entranhou na cultura o que tem gerado a redução do consumo deste tipo de vinho no país. Caberá aos produtores primeiramente “educar” o consumidor e realçar todos as qualidades incríveis e versáteis desta bebida, ou então, tentar conquistar o mercado externo feroz. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A temperatura ideal do espumante!

Apesar de muitas vezes desvalorizada, a temperatura é um dos pontos cruciais no serviço do vinho. Pode disfarçar um mau vinho como pode arruinar um bom. Para quem ainda desconfia, não há nada como testar. Experimente um vinho a várias temperaturas e irá descobrir que a perceção é totalmente diferente.

Já falamos da temperatura dos tintos, dos brancos e hoje vamos falar dos espumantes!

Sim, os espumantes são bastante sensíveis à temperatura, e assim como os vinhos tranquilos, devemos controlar a temperatura com um termómetro. Não basta colocar no frigorífico e esperar que fique bom! Servidos com a temperatura correta, iremos desfrutar esta bebida no seu melhor. Um espumante quente irá arruinar a degustação.

Vejamos algumas ideias:
  • ·   Os espumantes, em geral, independentemente de serem brancos, rosés ou tintos, devem ser degustados entre 6ºC e 8ºC.
  • ·      Os espumantes doces, podem ser servidos um pouco mais frios de forma a equilibrar a doçura. Quanto mais quente estiver o espumante, maior será a sensação de doçura o que irá desequilibrar o vinho.
  • ·      Os espumantes devem ser bebidos bem frios pois o gás tem tendência a libertar-se suavemente com a temperatura reduzida. Um espumante quente não irá permitir o auge das suas bolhas, dissipando as mesmas num instante.
  • ·     Os espumantes brutos e os mais complexos, podem ser servidos até 12ºC. Dessa forma poderá se sentir melhor o bouquet de aromas do vinho.

Jamais coloque uma garrafa de espumante num congelador uma vez que esta pode arrebentar. Opte por um balde com metade gelo e metade água, após 30 minutos o seu espumante estará no ponto ideal. Verifique sempre a temperatura com um termómetro. 

Desfrute esta bebida excecional, no seu auge! 

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Vinho frisante é espumante?!

Para muitos, um vinho gaseificado é necessariamente um espumante ou champagne. A verdade é que a confusão persiste. Já falámos da diferença entre espumante e champagne e hoje vamos falar sobre outro tipo de vinho confundido por espumante: o vinho frisante.

O que é um vinho frisante afinal?

O vinho frisante é um vinho com um pouco de gás carbónico cujo o gás é gerado no processo de fermentação da uva. São vinhos jovens, leves e geralmente frescos. A grande diferença destes vinhos para o espumante é que têm metade do gás e menos espuma devido ao facto do espumante sofrer mais uma fermentação que o frisante. Na produção são usadas essencialmente uvas de regiões mais frescas e altas para que se possa gerar vinhos frescos e com alguma acidez. Enquanto que os espumantes, geralmente repousam dois anos e sofrem com frequência processo de envelhecimento, os vinhos frisantes são vinhos para serem bebidos jovens. Podemos também evidenciar o menor grau alcoólico dos vinhos frisantes face aos restantes. O vinho frisante mais famoso é o italiano Lambrusco!

Quando devem ser bebidos?

Os vinhos frisantes assim como os espumantes, são vinhos muito versáteis. Podem acompanhar facilmente entradas, aperitivos, pratos principais e até sobremesas. A comida mediterrânica é perfeita para este vinho. Experimente um frisante com pizzas, massas italianas, frango assado e mariscadas. Os vinhos rosés são uma opção segura para acompanhar sobremesas.

E vocês, o que acham dos vinhos frisantes? 

sábado, 12 de novembro de 2016

Espumantes não são vinhos só para festas!

 A estrela das celebrações, os espumantes, com as suas bolhas brilhantes e os seus aromas agradáveis encantam todos! Convidado assíduo em casamentos e festas, é sempre visto como uma bebida para ocasiões especiais. No entanto, os espumantes são dos vinhos mais versáteis para acompanhar refeições! Quantas vezes adquirimos espumantes para acompanhar refeições? Apesar de polivalente, este vinho tem sofrido o preconceito de não ser um vinho gastronómico.
Em relação aos vinhos tranquilos (sem gás), os espumantes são mais versáteis sendo praticamente impossível a harmonização ser má, seja qual for o prato. Podem ser servidos desde as entradas até à sobremesa!
Vejamos algumas ideias sobre os espumantes

1.    São fantásticos para acompanhar entradas. Opte pelos espumantes brutos ou secos para iniciar.
2.    Acompanham bem pratos de carne, peixe, mariscos, saladas e comida oriental. Os espumantes brutos são os melhores para as refeições principais.
3.    A harmonização perfeita é com pratos salgados e gordurosos. Carne assada e leitão são ótimos exemplos!
4.    Os espumantes doces e meio-secos são ideais para acompanhar sobremesas. Sobremesas mais ácidas como as que contém fruta, devem ser harmonizados com os meio-secos.
5.    Combinam bem com queijos, principalmente os meio-secos. As bolhas realçam o sabor salgado do queijo.


Algo que distingue os espumantes dos vinhos tranquilos é o facto de carregarem sempre a classificação quanto à doçura. No ato de escolher para harmonizar é sempre uma ajuda preciosa. Um pormenor essencial a ter em conta, é que estes vinhos necessitam de estar sempre frescos. Não devem ser servidos a mais de 12ºC!

Classificação dos espumantes quanto ao açúcar por ordem crescente. 


Vamos terminar com o preconceito de espumantes serem só vinhos de festa. Sim, podem ser vinhos para grandes refeições!



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Baga Bairrada - o mais recente espumante português!


Baga Bairrada é o mais recente espumante português lançado em 2015! Iniciativa da Comissão Vitivinícola da Bairrada criou um selo de qualidade de um espumante feito a partir de Baga, a casta típica da Bairrada com uma identidade e produção própria. Com o objetivo de conquistar o mercado mundial, o Baga Bairrada pretende atingir o topo dos espumantes! A bairrada sempre foi a região portuguesa dos espumantes, tendo o primeiro sido produzido em 1890 pelo Engº Tavares da Silva.
Os primeiros 5 espumantes com o selo Baga Bairrada

Um grupo de sete enólogos uniu-se de forma a desenvolver a regulamentação para garantir o melhor espumante de sempre e criar assim a logomarca. O objetivo é unir os produtores locais para valorização da região. O regulamento permite a criação de espumantes brancos, rosés e tintos mas todos a partir da casta Baga.

A iniciativa arranca com 5 grandes espumantes e já há mais empresas a estagiar garrafas como as Caves Montanha e Luís Pato.

A baga é a casta tinta predominante da bairrada e produz vinhos escuros muito concentrados em aromas que têm apresentado uma evolução em garrafa notável! Assim, surgiu a necessidade de preservar e potencializar a casta e a região vitivinícola.  


O alvo é a conquista do mercado mundial dos espumantes! A marca pretende em 2018 produzir um milhão de espumantes e alcançar 10% da produção nacional.

Vamos aguardar o feedback de quem já experimentou! Não fique de fora!






terça-feira, 18 de outubro de 2016

Espumante ou Champagne? A dúvida persiste.


Os espumantes são uma peça fundamental para qualquer festa ou celebração! No entanto, apesar do seu imenso sucesso, frequentemente ouço pessoas a confundirem espumante com champagne. Na verdade estamos a falar de conceitos diferentes mal- compreendidos pelo público em geral. Todos os champagnes são espumantes mas nem todos os espumantes são champagnes.
Espumantes são vinhos que sofrem duas fermentações. A primeira é a fermentação alcoólica, comum em todos os vinhos em que o açúcar da uva se transforma em álcool. A segunda fermentação trata-se da fase em que o vinho ganha efervescência tonando-se assim num espumante. Existem vários métodos para a esta segunda fermentação, mas em geral pode ser realizada em cubas de inox ou em garrafa. A graduação alcoólica usualmente situa-se entre 10,5º e 13º.
Champagne é um vinho espumante geralmente rosé ou branco, produzido na região de Champagne na França, feito através das uvas tintas Pinot Noir, Pinot Meunier ou da uva branca Chardonnay. A segunda fermentação é feita em garrafa sendo conhecido em Portugal como o método champanhês. Existem, assim, procedimentos rigorosos e uma região delimitada para a produção destes vinhos. Todos os espumantes produzidos fora desta região ou produzidos por métodos distintos não poderão ter esta classificação!
Sugestão:
Raposeira - Velha reserva.
PVP: 12,99€
Em Portugal, os espumantes são produzidos essencialmente na zona da Bairrada e Lamego. Na bairrada, por exemplo, muitas vinícolas produzem espumantes pelo método champanhês e com a casta Chardonnay. Mas há vários blends de sucesso na região. Futuramente iremos falar melhor desta região.

Vamos partilhar a informação para nunca mais ouvirmos frases como "o melhor champagnhe é o francês!" Qualquer Champagne é francês!