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quarta-feira, 13 de junho de 2018

10 dicas para não falhar a harmonização!


Um dos temas mais controversos no mundo dos enófilos é a famosa harmonização. Enquanto uns acham que podem beber qualquer vinho com qualquer comida, outros escolhem o vinho criteriozamente.  Se encontrarmos o ponto de equilíbrio, veremos que não precisamos de um vinho específico para cada receita mas é importante encontrar um bom balanço entre o que comemos e bebemos. Uma boa harmonização poderá realçar o prato e favorecer o vinho. Quantas vezes já bebemos o mesmo vinho com pratos diferentes e desfrutámos de experiências distintas?

Nesse sentido, vamos enumerar as 10 regras básicas e gerais para criarmos a harmonização perfeita para qualquer prato:
  1. Para acompanhar pratos doces, o vinho escolhido deve ser mais doce. De outra forma o vinho irá parecer vazio e sem vida.
  2. Vinho ácido e doce para comidas salgadas. (Ex: Espumantes).
  3. Comidas com fruta devem ser harmonizadas com vinhos frutados.
  4. O vinho deve ter a mesma intensidade aromática que a comida. Comida leve com vinho leve e comida intensa com vinho intenso.
  5. Vinho tinto harmoniza melhor com carnes com sabores intensos. (Ex: Carne Vermelha)
  6. Vinho branco harmoniza melhor com carnes com sabores leves (Ex: Frango)
  7. Vinhos secos, tânicos e complexos são os melhores amigos dos pratos gordurosos.
  8. É melhor combinar o vinho com o molho ou com o tempero do que com a carne.
  9. Sabores picantes são intensificados com a percentagem de álcool. Para atenuar o picante, os vinhos doces são melhores.
  10. Vinhos com madeira dominam o palato e ocultam sabores. Devem ser harmonizados com comidas intensas.  
 A melhor forma de ter sucesso é sem dúvida analisar primeiramente os sabores que vamos encontrar no prato. Depois desse passo, começa a aventura de criar harmonizações fantásticas que irão nos trazer momentos inesquecíveis.

Se tens mais dicas, então partilha connosco!

Saúde!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Que vinho escolher para acompanhar o polvo?

O Natal está quase a chegar e no meio de tantos preparativos, não pode faltar o vinho na mesa. Embora o bacalhau seja o rei do natal, o polvo ocupa também um espaço na mesa dos portugueses principalmente nas regiões do norte do país.
 O polvo pode ser cozinhado de diversas formas, no entanto no natal, na maioria das consoadas, é servido cozido com molho verde.

A questão que se coloca é que vinho devo escolher para acompanhar um prato de polvo?

Uma vez que o seu sabor é ligeiramente neutro, este alimento pode ser acompanhado por tintos ou brancos dependendo das preferências pessoais (semelhante ao bacalhau). Na minha pesquisa por opiniões de especialistas, encontrei diversas concepções e todas contraditórias. Concluí que a forma como é cozinhado é que vai determinar a melhor harmonia.

Vejamos algumas sugestões:

  • Se servirmos polvo cozinhado em vinho tinto não vamos acompanhar com vinho branco.
  • No caso do Polvo à lagareiro é recomendável um vinho tinto leve e redondo.
  • Se acompanharmos o polvo com um molho ácido como o molho verde, devemos optar por vinhos brancos mais ácidos como os vinhos verdes.
  • A maioria dos pratos de polvo não têm sabores muito intensos pelo que não é recomendável a harmonização com tintos encorpados e intensos.


Deixem-nos as vossas sugestões para uma harmonização perfeita!


A todos um feliz natal! 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Comida picante e vinho? Sim, é possível.

Hoje assinala-se o dia internacional da comida picante e não poderíamos passar a data em branco. A relação do vinho com o picante é polémica dado que há quem tenha tentado harmonizar com insucesso.   Quando falamos em comida mexicana, africana ou indiana associamos a outras bebidas como a cerveja. No entanto, se entendermos o impacto do picante na nossa boca, iremos encontrar vinhos que irão ser o par perfeito. Apesar da harmonia ser desafiante, é possível termos uma experiência gastronómica prazerosa.
Vejamos então algumas dicas:
Vinhos frutados são a melhor opção. 
  • Em geral, para acompanhar um prato picante, o vinho deverá ser frutado, tendencialmente doce e fresco. A doçura equilibra o excesso de ardência.
  • Evite vinhos alcoólicos! O álcool tende a acentuar o calor do picante.
  • Cuidado com os vinhos demasiado encorpados e tânicos pois podem aumentar a sensação de calor. O picante realça também a adstringência do vinho
  • Na intenção de servir um vinho branco, opte por vinhos frescos, mais ácidos e frutados como o vinho verde ou brancos de regiões mais frias. 
  • No caso do vinho tinto, escolha um vinho leve com taninos suaves, álcool moderado e frutado.
  • Prefira vinhos sem madeira dado que o picante irá realçar o aroma amadeirado. Os brancos mais envelhecidos não são a melhor eleição.
  • Todos conhecemos a versatilidade dos espumantes. São sempre uma boa escolha para acompanhar um prato picante dada a sua frescura característica. Frisantes como o Lambrusco são uma ótima escolha pois conciliam doçura com frescura.

Como qualquer harmonização, a subjetividade está sempre presente. Não há nada como experimentar! No geral, um prato picante necessita de um vinho simples, frutado e fresco como os famosos "vinhos fáceis de beber".  O vinho é sempre uma boa companhia para qualquer experiência gastronómica. Ficamos a aguardar as vossas sugestões. 


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Comida vegetariana e vinho?

No que diz respeito à harmonização do vinho com a gastronomia, todos conhecemos a frase típica “vinho tinto combina com carne, vinho branco com peixe”. E a comida vegetariana? Cada vez mais na moda, vemos restaurantes vegetarianos por todo o lado, receitas pela internet e até os amantes de carne rendem-se aos pratos Vegan. O que não é comum é a harmonização desta cozinha com vinho. Vemos nos rótulos do vinho recomendações de harmonizações que incluem sempre carne ou peixe. Mas como qualquer prato, é possível combinar basta analisarmos os ingredientes envolventes.

Vejamos as dicas essenciais:

- Evite pratos com vinagrete uma vez que o vinagre e o vinho não casam. Opte por sumos de citrinos e frutas para temperar.

- Geralmente, pratos com vegetais crus como pepino, cenoura e tomate preferem vinhos mais ácidos e secos como um vinho verde branco ou um espumante.

- Para degustar um branco com mais estrutura, irá necessitar de um prato com mais textura como grão-de-bico, soja e tofu.

- Siga o óbvio. Pratos delicados como saladas leves acompanham vinhos leves. Pratos mais fortes necessitam de vinhos mais intensos.

- De forma a escolher um vinho tinto, opte por pratos mais intensos com textura. Cogumelos, feijão, beringelas e abóboras são alguns exemplos. Estufados também são uma boa eleição. Em geral, os vinhos tintos mais leves acompanham melhor os pratos vegetarianos.  

- Perante pratos picantes, o vinho perfeito terá que ter alguma doçura de forma a equilibrar a harmonização. Os brancos mais frutados são os mais aconselháveis.

- Os espumantes e o vinho rosé seco são excelentes opções dada a versatilidade na harmonização com vegetais.


Como qualquer combinação, há sempre a questão pessoal. No entanto, quando servirmos um jantar, há que ter bom senso de forma a criarmos uma experiência gastronómica notável. Não há nada como experimentar!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Como escolher o vinho para acompanhar o bacalhau neste natal?

Está a chegar o natal e já andamos todos a tratar de tudo o que é necessário para uma boa consoada. Quando se fala em compras de natal, pensamos de imediato em prendas, bacalhau e doces. No entanto, não adianta preparamos uma linda refeição se harmonizarmos o petisco com o vinho errado.
O bacalhau é sem dúvida o grande centro da maioria das mesas portuguesas no dia de natal. A escolha do vinho é sempre difícil pois o bacalhau apesar de ser um peixe, é bastante especial tendo aromas bastante intensos, sendo aceitável a harmonização com vinhos brancos e tintos (semelhante a frango). Também podemos encontrar milhares de receitas com o bacalhau
Apesar da escolha ser sempre subjetiva, deixamos umas dicas para a escolha do néctar:
- O prato mais comum no natal é o bacalhau cozido. De todos as receitas, é o prato menos poderoso em termos de sabor pelo que se torna bastante sensível ao vinho que o acompanha. Devem ser procurados vinhos suaves e frescos. Neste caso os vinhos brancos com alguma madeira são os mais indicados. Se fizer questão do vinho tinto, procure vinhos macios com taninos suaves e frutados. Mas cuidado, os vinhos mais amargos irão realçar o sabor salgado do bacalhau!
- No caso de optar pelo vinho branco sugerimos as castas Antão Vaz, Chardonnay e Encruzado. O estágio em madeira permite uma maior estrutura e complexidade. Procure as reservas e evite brancos secos!
- A grande casta Alvarinho, é uma excelente opção para a consoada. Geralmente com vinhos mais complexos, estruturados e frescos, o vinho verde irá combinar na perfeição com a acidez presente no molho verde. As restantes castas mais habituais do vinho verde não são tão aconselháveis pois geralmente não apresentam estrutura e corpo para acompanhar o bacalhau.
- Se faz questão do vinho tinto, então a escolha é mais polémica. Dada a simplicidade do bacalhau cozido, os vinhos tintos deverão ser vinhos suaves, com um pouco de acidez e sem grande impacto aromático. Sugerimos os tintos da Bairrada, de Lisboa e do Dão. Tenha cuidados com vinhos demasiados jovens, com taninos bem presentes e tintos mais secos.
- No caso dos mais corajosos, também é possível harmonizar com um rosé e um espumante. Procure um bom rosé frutado e fresco ou um espumante de alvarinho. São sempre boas opções.
Uma mesa de natal bonita, com boa comida e o vinho perfeito irão encantar toda a família. Se tem uma harmonização habitual., partilhe connosco!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Cozinhar com vinho!

Para além da habitual degustação como um acompanhamento, o vinho é uma bebida milenar bastante apreciada e utilizada igualmente como ingrediente no mundo da culinária. Com toda a complexidade do vinho, a utilização deste na gastronomia permite obter pratos sofisticados e com variadíssimos aromas e texturas. Se para os grandes chef''s o uso do vinho é intuitivo, para muitos amadores a escolha é difícil.
    Hoje trazemos umas dicas para o uso do vinho:

  1. O vinho serve essencialmente para marinar/ temperar e como liquido para cozinhar outros alimentos.
  2. Se um vinho é mau para beber então também será mau para cozinhar. Escolha sempre um vinho que poderia beber.
  3. A maioria das receitas contempla um ou dois copos de vinho por receita familiar. Pouco vinho gera pouco tempero mas o excesso de vinho poderá arruinar o prato.
  4. O vinho branco é aconselhável para vegetais, frutos do mar, peixe e carnes brancas. Dada a elevada a acidez, combina na perfeição com elementos mais adocicados.
  5. O vinho tinto é ideal na incorporação de pratos mais intensos e exigentes. Carnes mais pesadas como as de caça e as bovinas são equilibradas com a introdução de vinho tinto.
  6. Comidas ácidas como as temperadas com limão e vinagre pedem um vinho ácido como o vinho verde.
  7. Os vinhos mais doces como o vinho do porto, da madeira e o marsala, brilham nas sobremesas. No entanto, a utilização destes em pratos salgados são uma excelente opção para dar um toque agridoce ao prato.
  8. Quanto mais temperados e intensos os pratos mais encorpados e aromáticos deverão ser os vinhos.
  9. Para além dos vinhos fortificados, os espumantes doces são uma boa opção para sobremesas quer para humedecer bolos quer como para recheios e cobertura.
Quer seja um especialista ou não na cozinha, as receitas com adição de vinho são sempre especiais quando bem feitas. Quanto melhor o vinho, melhor será os aromas do prato. Para uma harmonização perfeita, experimente servir o vinho que foi utilizado na preparação do prato. Não falha!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Chegou o dia do Peru!

Um dos dias mais ansiados pelos Estados Unidos e Canadá chegou. O dia de ações de graças (thanksgiving day), um feriado criado para demonstrar gratidão a Deus pelas bênçãos adquiridas durante o ano. É também o dia do Peru, a refeição típica deste dia! A par do Natal e do Ano Novo, é um dos feriados mais importantes nos EUA.
Neste dia, lá estará o famoso peru com a pele assada a brilhar no meio de uma mesa enorme! Geralmente acompanhado com batata-doce, tarte de maça, torta de nozes entre muitas especialidades americanas.
A questão que colocamos é qual o melhor vinho para este dia especial? 
  1. Primeiro elemento importante é o facto do jantar iniciar ao final do dia e prolongar-se pela noite dentro. Estando em família, as conversas prolongam-se por horas. Assim, os vinhos mais leves e refrescantes são uma boa opção para preparar os paladares para uma noite de muita comida. Optar por vinhos muito alcoólicos não é recomendável.
  2. A grande estrela da noite é o Peru, uma carne considerada neutra e que combina bem com qualquer vinho. É necessário então olhar para todos os elementos da festividade. Geralmente o peru é acompanhado por batata doce, vegetais, cogumelos, frutos secos e molhos de frutas de baga.
Vejamos então algumas opções:
  1. Vinhos brancos - Os brancos mais frescos combinam na perfeição com o peru assado e a doçura das batatas doces. Os brancos mais secos podem matar a doçura das frutas pelo que é aconselhável alguma doçura q.b.
  2. Os espumantes sãos os vinhos mais versáteis e são sempre uma opção para um bom assado. É recomendável um vinho jovem e frutado de forma a combinar com os elementos da mesa do Dia de ações de graças.
  3. O vinho tinto deve ser frutado, fresco e com taninos suaves. Os vinhos tintos mais secos e complexos deverão ser evitados de forma a não agredir os aromas frutados e suaves da festividade.
Apesar de em Portugal, não comemorarmos este dia, fica no entanto uma sugestão para quem quiser experimentar uma aventura gastronómica diferente.

domingo, 20 de novembro de 2016

O que é um vinho de inverno?

O tempo está a arrefecer e começamos a querer comidas de inverno. Com a aproximação de uma nova estação, começo a ouvir vários entendidos a falar nos “vinhos de inverno”. Mas afinal o que são vinhos de inverno?

Os tintos de inverno.

Tradicionalmente o verdadeiro vinho de inverno, os tintos acompanham bem os pratos quentes e fortes mais habituais da estação como assados, carnes, massas, sopas entre outros. Sendo uma época fria, muitos aproveitam para degustar vinhos mais alcoólicos, encorpados acima de tudo calorosos. Há quem afirme que os vinhos tintos com mais álcool devem ser consumidos no inverno. Quanto mais encorpado, potente e complexo o vinho, melhor acompanhará as verdadeiras comidas de inverno usualmente pesadas e com molhos densos.

Os brancos de inverno.

Geralmente associado ao verão, tem sido difícil para o vinho branco conquistar o mercado no inverno uma vez que este deve ser servido a temperaturas mais frescas que o vinho tinto. No entanto, há vários pratos de inverno que podem fazer brilhar o vinho branco como a caldeirada de peixe. Dada a complexidade dos pratos de inverno, associa-se um vinho branco de inverno a vinhos mais complexos, estruturados e com intervenção da madeira. O carácter alcoólico do vinho também é relevante sendo aconselhado a degustação de vinhos brancos mais alcoólicos para esta estação. Os de origens de regiões com climas mais quentes geralmente são mais calorosos e mais indicados para esta estação.  

Por fim, os rosés normalmente são identificados como vinhos de primavera ou verão e também não têm lugar no Inverno. No entanto, podemos encontrar no mercado rosés mais complexos que são uma alternativa para acompanhar por exemplo um frango assado. Já os espumantes sofrem do mesmo mal dos vinhos brancos.

Neste inverno frio, não há nada melhor que uma lareira acesa e um copo de vinho! Aproveite esta estação para desfrutar dos vinhos mais complexos e alcoólicos.



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Marisco só com vinho branco?!

Desde grelhado a estufado, o marisco ganha seguidores fieis por onde passa. Portugal tem o costume de consumir mariscos ao natural mas também bem acompanhados com arroz e caldeiradas. A questão que colocamos hoje é que vinho devo optar para harmonizar.

Em geral, o marisco apresenta sabores frescos e delicados pelo que nunca deverá ser acompanhado por vinhos fortes. Dada a frescura e acidez, os vinhos ideais são frescos, ácidos e leves. No entanto dentro do mundo dos mariscos há diversas opções com sabores e textura distintas.

Vejamos algumas ideias:

  • Os vinhos rosés frescos são uma das opções. Dados os seus aromas a frutos vermelhos equilibram na perfeição com a suavidade do marisco. No caso de pratos com molho, um rosé mais seco é perfeito.  
  • Um vinho especialmente versátil como o espumante, acompanha na perfeição pratos de marisco principalmente os mais leves. Devem ser servidos bem frescos.  
  • O vinho branco é considerada a opção principal para acompanhar marisco. Devem ser secos, frescos e um pouco ácidos. O vinho verde é uma das opções perfeitas para mariscos grelhados! No caso de pratos mais exigentes com molhos e especiarias mais fortes, é recomendável um branco com madeira mais estruturado. No caso de pratos picantes, é aconselhável um vinho com alguma doçura de forma a equilibrar a explosão do prato.

O vinho tinto, em geral, não é recomendado para acompanhar mariscos pois sobrepõe-se aos sabores deliciados do prato. No entanto, no caso de mariscos cozidos há quem recomende vinho tinto pelo que não é uma relação impossível! Caso queira arriscar, opte por um vinho tinto leve e elegante
Como qualquer harmonização, a decisão ficará ao gosto de cada um.

sábado, 12 de novembro de 2016

Espumantes não são vinhos só para festas!

 A estrela das celebrações, os espumantes, com as suas bolhas brilhantes e os seus aromas agradáveis encantam todos! Convidado assíduo em casamentos e festas, é sempre visto como uma bebida para ocasiões especiais. No entanto, os espumantes são dos vinhos mais versáteis para acompanhar refeições! Quantas vezes adquirimos espumantes para acompanhar refeições? Apesar de polivalente, este vinho tem sofrido o preconceito de não ser um vinho gastronómico.
Em relação aos vinhos tranquilos (sem gás), os espumantes são mais versáteis sendo praticamente impossível a harmonização ser má, seja qual for o prato. Podem ser servidos desde as entradas até à sobremesa!
Vejamos algumas ideias sobre os espumantes

1.    São fantásticos para acompanhar entradas. Opte pelos espumantes brutos ou secos para iniciar.
2.    Acompanham bem pratos de carne, peixe, mariscos, saladas e comida oriental. Os espumantes brutos são os melhores para as refeições principais.
3.    A harmonização perfeita é com pratos salgados e gordurosos. Carne assada e leitão são ótimos exemplos!
4.    Os espumantes doces e meio-secos são ideais para acompanhar sobremesas. Sobremesas mais ácidas como as que contém fruta, devem ser harmonizados com os meio-secos.
5.    Combinam bem com queijos, principalmente os meio-secos. As bolhas realçam o sabor salgado do queijo.


Algo que distingue os espumantes dos vinhos tranquilos é o facto de carregarem sempre a classificação quanto à doçura. No ato de escolher para harmonizar é sempre uma ajuda preciosa. Um pormenor essencial a ter em conta, é que estes vinhos necessitam de estar sempre frescos. Não devem ser servidos a mais de 12ºC!

Classificação dos espumantes quanto ao açúcar por ordem crescente. 


Vamos terminar com o preconceito de espumantes serem só vinhos de festa. Sim, podem ser vinhos para grandes refeições!



sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Castanhas e Jeropiga - o magusto perfeito!

Hoje comemoramos o dia de S. Martinho, o fim da época do magusto, o dia em que as famílias se reúnem em torno de uma fogueira a assar castanhas e a beber Jeropiga.
O Magusto nasceu historicamente para festejar e entrada do Outono e a prova do vinho novo! A festa inicia-se no dia de todos os santos e culmina no dia de S. Martinho. Foi sempre uma época muito importante para os produtores de vinho. Aliás, S. Martinho é considerado o padroeiro dos viticultores.

Por tradição em Portugal, no magusto acompanham-se as tradicionais castanhas com Jeropiga
Mas afinal o que é a Jeropiga?
. Estamos a falar de uma bebida alcoólica tradicional de Portugal, preparada com o mosto da uva inicialmente fermentado e a adição de aguardente obtendo assim uma bebida alcoólica doce. Em várias versões, a bebida sofre uma adição de açúcar no momento da introdução da aguardente. Posteriormente é filtrado e engarrafado. 
Apesar de ter um sabor idêntico a um vinho licoroso não é um vinho!
A Jeropiga era tradicionalmente feita de forma caseira pelos produtores apenas com o objetivo de festejar o magusto. O nome tem origem em “xaropiga” que vem do "xarope" exatamente pela doçura habitual desta bebida. A Jeropiga também pode ser envelhecida em madeira conferindo-lhe mais qualidade. 

Apesar de ser uma bebida ibérica, também podemos encontrar algumas produções no rio Grande do Sul devido à influencia Portuguesa.

Preparados para as castanhas? Vamos abrir a Jeropiga!


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Sanduíche e vinho? Sim, é possível.


Hoje é o dia da sanduíche! Um prato prático que conquistou famílias a nível mundial. Basicamente, estamos a falar de duas fatias de pão que podem conter múltiplas combinações. Os hambuguer’s e a francesinha portuense, são exemplos do grande sucesso das sanduíches.

Foi em Lisboa que foi aberta uma hamburgueria que combina vinhos e hambúrguer. Estamos a falar do Alfama Wine & Burgers, uma hamburgueria que apresenta uma carta de vinhos especial para acompanhamento destas sanduiches. O vinho pode ser adquirido em garrafa ou ao copo.

Está assim quebrado o mito: é possível combinar vinhos com sanduiches!

Vejamos algumas sugestões:

- Sanduíche doce como por exemplo recheada com nutella, experimente acompanhar com um vinho da madeira.

- Sanduíche de presunto como tem um sabor mais intenso, experimente um tinto encorpado e robusto como um Castelão de Setúbal. 

- Sanduíche de bacon com ovo frito deve ser acompanhada com um branco estruturado como um Chardonnay.

- Sanduíche de bife necessita de um vinho tinto encorpado como um Syrah.

- Sanduíche de frango casa na perfeição com um vinho tinto leve.

- Sanduíche com molho de barbecue geralmente é picante com um toque doce. Nesse caso deve-se optar por um tinto mais frutado, jovem com bom corpo.

Ficam assim algumas sugestões de combinações possíveis! O segredo é olhar sempre para o recheio e para o molho.


Qual é a vossa combinação favorita? Já experimentaram hambúrguer com vinho?

terça-feira, 25 de outubro de 2016

No dia das massas falamos de vinhos!

Em 1998, foi escolhido o dia 25 de Outubro para celebração do dia mundial das massas com o objetivo de realçar a importância deste alimento para uma alimentação equilibrada. Nascida em Itália, é considerada uma comida de conforto e pode ser acompanhada com infinitas combinações de molhos e ingredientes. O que não pode faltar? Um bom vinho claro.

A massa só por si não é um prato, pois necessita de outros ingredientes e de molho para se tornar uma refeição. Assim, a escolha do vinho recai no que é complementado com a massa!

Há uma regra básica para acompanhar as massas: o vinho deve ser tendencialmente leve, um pouco ácido e não muito alcoólico. Devem ser evitados os vinhos pesados!

Vamos analisar pelo tipo de massa:

Molho de tomate e bolonhesa – a escolha é muito semelhante àquela discutida na postagem da Lasanha bolonhesa. O molho de tomate só por si é ácido pelo que é necessário um vinho com alguma acidez. Os tintos devem ser medianamente encorpados. Há medida que o molho se torna mais forte o corpo do vinho deve crescer. Cabernet Sauvignon e Syrah são sempre boas opções. Para variar, experimente um rosé mais encorpado.

Molho de queijo – um tipo de massa muito comum na América e fácil de combinar com vinho. Uma boa sugestão é um branco estruturado com alguma madeira. Já na secção dos tintos, é aconselhável um tinto leve.

Frutos do mar – classicamente acompanhados por brancos e rosés. Muitas vezes este tipo de massas tem uma elevada acidez pelo que se torna um par perfeito para o Vinho verde. Se for acompanhada com molho de tomate, sugerimos um Vinho Verde Rosé.

Vegetariana – um bouquet de primavera, este tipo de massas são geralmente frescas pelo que necessitam de um vinho branco leve e floral. Podemos igualmente harmonizar com um tinto leve caso seja adicionado molho de tomate.

Al pesto – composto por queijo e manjericão, acompanha muito bem um vinho branco. Quanto mais verde for o pesto, mais leve e vegetal deverá ser o branco.

Vamos celebrar o dia das massas com uma excelente harmonização!

Bom apetite!


domingo, 23 de outubro de 2016

Frango assado e vinho. Como combinar?

Um dos pratos universais mais apreciado pelas famílias é o frango assado. Um clássico para um almoço de domingo em família.  A questão que colocamos hoje é qual o melhor vinho para acompanhar esta iguaria?

As harmonizações de comidas com vinho são sempre um assunto controvérsio. A ideia geral defendida é que o vinho não deve sobrepor-se ao sabor da comida e vice-versa. A harmonização correta irá realçar o prato e o vinho será melhor degustado. 

O frango é considerada uma carne neutra porque apesar de ser sempre referida como branca, tem partes mais escuras com sabores mais fortes. Para além disso, o frango tem partes mais secas e outras mais gordurosas. Assim, o frango pode combinar com qualquer vinho!  

Vejamos algumas ideias. 

- Vinho Branco - Se o frango for temperado à base de vinho branco ou limão, deve-se optar por um branco frutado, fresco, com algum corpo e madeira. O vinho branco irá harmonizar com a pele caramelizada do assado. Se o frango for acompanhado com vegetais, o vinho verde mais complexo como o Alvarinho é uma opção excelente. 

- Vinho Tinto - Se o frango for acompanhado com ingredientes mais fortes como tomate, cogumelos ou batatas, já é preferível um tinto jovem. A casta Aragonez é uma boa opção. 

- Vinho Rosé - Uma combinação que não falha é frango assado com um rosé! Devido ao facto de ser um vinho de corpo médio, muitas vezes é a opção ideal. Devem ser escolhidos rosés mais secos a não ser que o prato contenha um molho doce. 

Sugestão: Principal rosé
PVP: 21€
Cotação no vivino: 4,3 
- Espumante - O vinho mais versátil que combina praticamente com tudo, o espumante é também uma boa opção para qualquer tipo de assado.







Fica assim ao critério de cada um. Caso não tenham ainda experimentado frango assado com rosé, sugiro que experimentem. É uma excelente combinação.




quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Lasanha bolonhesa - Qual o melhor vinho para acompanhar?

A famosa Lasanha, nascida no coração da Itália, tem cativado apreciadores pelo mundo inteiro. Hoje, em qualquer país é possível provarmos esta maravilha da gastronomia. A sua variante mais conhecida é lasanha bolonhesa. Considerada uma comida de conforto, é muitas vezes escolhida para jantares com amigos e momentos em família. A questão que se coloca é: qual o melhor vinho para acompanhar esta lasanha?

A primeira regra das harmonizações é sempre olhar para o molho. A sua composição irá determinar qual o vinho a escolher.

No caso do molho bolonhesa, este é constituído essencialmente por tomate e carne de vaca. Verificámos em geral a presença de queijo e temperos fortes. É portanto um prato rico, gorduroso e bastante ácido devido ao tomate.

Vejamos algumas ideias:
  • o   Carne vermelha – harmoniza melhor com vinhos tintos.
  • o   Molho com tomate – é um molho ácido e portanto carece de vinhos com acidez.
  • o   Comida gordurosa – necessita de vinho com taninos bem presentes para cortar o efeito da gordura.
  • o   Comida pesada – exige vinhos encorpados.


Com base na análise, sugiro a escolha de um vinho à base de Cabernet Sauvignon que geralmente apresenta taninos vincados, bom corpo e acidez presente. Syrah também é uma boa opção.

O importante é evitar vinhos leves, poucos tânicos e com pouca acidez. Os vinhos mais secos são recomendáveis.


sábado, 8 de outubro de 2016

Dia mundial do Polvo!

Hoje, 8 de Outubro, comemoramos um dia muito importante para mim. Sou uma enorme apreciadora desta pérola da natureza! Um dos grandes petiscos do mediterrâneo, o polvo encanta com a sua versatilidade e a sua carne suave (quando cozida propriamente). O polvo pode ser cozido, grelhado ou assado. Pode ser servido com azeite, como prato principal ou entrada. Das receitas mais comuns em Portugal podemos encontrar o Polvo à lagareiro ou com molho verde.

A questão que se coloca é que vinho devo escolher para acompanhar um prato de polvo?

Uma vez que o seu sabor é ligeiramente neutro, este alimento pode ser acompanhado por tintos ou brancos dependendo das preferências pessoais. Na minha pesquisa por opiniões de especialistas, encontrei diversas conceções e todas contraditórias. Concluí que a forma como é cozinhado é que vai determinar a melhor harmonia.

Vejamos algumas sugestões:
  • ·         Se servirmos polvo cozinhado em vinho tinto não vamos acompanhar com vinho branco.
  • ·         No caso do Polvo à lagareiro a maioria dos especialistas sugere um vinho tinto leve e redondo.
  • ·         Se acompanharmos o polvo com um molho ácido como o molho verde, devemos optar por vinhos mais ácidos como os vinhos verdes.


·         A maioria dos pratos de polvo não têm sabores muito intensos pelo que não é recomendável a harmonização com vinhos fortes como os tintos encorpados.



Agradeço as vossas sugestões!