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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Itália quer o vinho Amarone reconhecido como património mundial!

Da região de Vêneto, o vinho Amarone, completa 50 anos de história e é uma peça fundamental na tradição enóloga italiana. Estamos perante a região italiana que mais produz vinhos localizada no nordeste do país e tendo como capital a bela Verona. Com uma forma de produção específica, o Amarone é feito a partir de uvas maduras transformadas em uvas passas. Em 1990, viu reconhecida a sua Denominação de origem controlada e agora a Itália pretende que o mundo reconheça esta sua pérola como património mundial.

Como é o processo?

As uvas são cuidadosamente colhidas maduras nas primeiras semanas de Outubro. Posteriormente, passam pelo processo de appasimento ou rasinate, ou seja, são secadas ao sol. Desta forma, os açúcares e os aromas são concentrados gerando um carácter licoroso. Atualmente o processo de secagem  é mais moderno e em condições controladas. O período de secagem é de geralmente 120 dias mas pode variar por colheita e por produtor. Em Fevereiro, inicia-se a prensagem e a fermentação a baixa temperatura por mais 30 a 50 dias. Depois da fermentação, o vinho é envelhecido em barricas de carvalho durante pelo menos 25 meses.

Como é o vinho?
Região Vinícola de Veneto

Bastante alcoólico, encorpado, intenso e aromático, encontramos notas florais, frutas secas e aromas desenvolvidos com o envelhecimento como a canela, o couro, tabaco e noz moscada. Apesar de seco, sentimos uma sensação de doçura na boca. Dada a sua estrutura, deve ser acompanhado com pratos ricos e intensos.


O Amarone pode ser bebido jovem como pode repousar por 20 anos. Surge em destaque atualmente devido ao crescimento dos vinhos alcoólicos e encorpados no mercado. É um vinho dispendioso porque as uvas no processo de secagem perdem peso, e hoje podemos encontrar garrafas por 60€.  Se de facto o Amarone conseguir chegar a património mundial, os valores certamente irão disparar. 

Se já provou, partilhe connosco a sua experiência!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Marsala - a pérola da Sicília

Um dos vinhos indispensáveis na culinária italiana é o Marsala. Produzido na região da Sicília, usa o nome da sua cidade de origem. O néctar foi oficialmente inventado pelo inglês John Woodhouse em 1773, apesar dos romanos já fazerem algo semelhante, e hoje tem uma denominação de origem controlada (DOC).
Estamos perante um vinho fortificado que já era bastante famoso entre os romanos nobres, mas só na influencia dos ingleses começou a ser explorado. O vinho era envelhecido em madeira, muito semelhante ao vinho do Porto, e inicialmente resultava de uma mistura entre vinhos novos e velhos. Após o desenvolvimento e a melhoria da produção tornou-se um vinho de alta qualidade.

O que é afinal o Marsala?

Como é comum nos vinhos fortificados, na fermentação sofre uma adição de aguardente vínica e é vendido com no mínimo 18% de álcool. Habitualmente é produzido pelas castas: Grillo, Catarrati, Pignatello, Garganela, Calabrese, Damaschino, Nerello e Inzolia. Bastante variável, podemos encontrar Marsala em diferentes tonalidades: Oro (ouro), Ambra (Âmber) e Rubino (Rubi). A doçura também varia desde o seco (<40g/l), semi seco e doce (>100gr/l). No caso dos vinhos mais doces, muitas vezes sofre uma adição de concentrado de uva. Por fim, este vinho também é classificado conforme o seu envelhecimento:

  • Fine (Fina) – Envelhecimento inferior a um ano.
  • Superiore – Envelhecimento de pelo menos dois anos.
  • Superiore Riserva – Envelhecimento de pelo menos quatro anos.
  • Vergine e/o Soleras – Envelhecimento de pelo menos cinco anos.
  • Vergiene e/o Soleras Stravecchio e/o Risierva Soleras – Envelhecimento de pelo menos dez anos.

 Quando degustar?

O Marsala é geralmente bebido como vinho de aperitivo ou de sobremesa e, muitas vezes, é harmonizado com queijos como o Parmesão e o Roquefort. Tornou-se um elemento muito importante em sobremesas italianas assim como em risottos.

Apreciado durante muito tempo pelos nobres na Europa, o Marsala apresenta sabores intensos a damasco, baunilha, maçã, frutos secos, mel, noz, fumo, e açúcar mascavado. Quanto menos doçura quiser sentir, diminua a temperatura do serviço. A titulo de curiosidade, o Marsala é chamado do “vinho da amizade” para a partilha das alegrias e das tristezas.  

Saúde!


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Curiosidades sobre a Austrália!

Considerado um dos sucessos vinícolas do novo mundo dos vinhos, a Austrália tem visto os seus vinhos a conquistar os mercados e os concursos mundiais. Com um crescimento exponencial na década de 80 e 90, o mercado britânico foi o primeiro a render-se aos encantos do vinho australiano sendo seguido pelos Estados Unidos. Após a adoção das castas estrangeiras, a Austrália tem aperfeiçoado a sua produção vinícola, sendo um exemplo de vanguarda no uso de tecnologia moderna.

Vamos analisar algumas curiosidades sobre a Austrália:

  1. Em 2017 ficou em 5º lugar no ranking mundial dos países da WAWWJ (com base nas pontuações dos concursos mundiais).
  2. Existem 60 regiões vinícolas com 160 000 hectares ao todo. A maioria da regiões encontram-se no sul nas zonas mais frias.
  3. É o 4º maior exportador do mundo com 750 milhões de litro por ano para o mercado externo. Apenas 40% da produção fica no país.
  4. Das castas tintas plantadas destacam-se: Syrah (40%), Cabernet Sauvignon (27%), Merlot (10%), Pinot Noir, Grenache e Mourvedre.
  5. Das castas brancas plantadas destacam-se: Chardonnay (43%), Sémillon, Sauvignon Blanc e Riesling.
  6. O vinho mais famoso e com mais sucesso é o Penfolds Grange, lançado há mais de 60 anos, hoje é vendido a preços muito elevados.
  7. Podemos encontrar mais de 800 vinícolas mas as 4 principais companhias produzem cerca de 80% da produção do país: BRM Hardy, Mildara-Blass, Orlando e Sourthcorp Wines.
  8. As primeiras vinhas foram plantadas em 1788 quando ainda era uma colónia britânica. Dois séculos depois torna-se uma potência no mundo vinícola.
  9. Os vinhos australianos são admirados pela consistência dado que existe uma grande uniformidade das safras.
  10. Em 1996, a Australian Wine Foundation criou um projedo denominado “Strategy 2025” onde aponta metas e desejos para 2025. Entre os objetivos esrão um valor de vendas anual de 4,5 bilhões de dólares.

É fã do vinho australiano? Partilhe connosco a sua opinião. 

Quer saber mais sobre a Tasmânia? Clique aqui.


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Provença - a capital do vinho rosé!

Conhecida como a capital do rosé, a Provença é uma das poucas regiões vinícolas do mundo que se dedica à produção deste tipo de vinho. Sem modestia, a produção do vinho rosado corresponde a 80% da produção total de vinho! Os restantes tipos de vinho têm uma presença muito pequena. Estamos a falar da região do mundo que mais produz rosés e que se destaca mundialmente com os vinhos mais conceituados.

Localizada no sudeste da França, estende-se desde do Rhône até à margem direito do Var, sempre banhada pelo mar mediterrâneo. O clima da região é de influência mediterrânica, com ventos humidos e dos Alpes com ventos frios e secos. Protegida pelas montanhas, encontramos pequenos micro-climas dependendo da região. Em destaque, encontramos a sub-região com maior produção, The Côtes de Provence seguida por Coteaux d’Aix-en-Provence.

Como são os vinhos?
Geralmente leves, jovens, frutados e deliciados acompanham na perfeição saladas, mariscos e peixes. A dieta local mediterrânica à base de tomate, azeite, alho, entre outros, casa na perfeição com os rosés da Provença. Com um acidez vincada, encontramos vinhos frescos com uma tonalidade de salmão clara e translúcida. Sempre marcantes, estes vinhos vão demonstrando várias personalidades conforme o terroir.

Enquanto muitos apostam em grandes tintos, brancos e espumantes, a Provença com orgulho dedica-se ao que tem de melhor: o seu vinho Rosé. Deixamos a sugestão para quem aprecia comida mediterrânica!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Tenerife - um destino de enoturismo por descobrir!

Tenerife é mais do que um destino de praia! Desde o século XV que a vinicultura integra o seu património cultural e ocupa uma presença indiscutível na agricultura do país. Atualmente com 5 denominações de origem, tudo começou a partir de um português Fernando de Castro, em 1497, que iniciou a plantação de vinho na ilha! Hoje, a ilha apresenta uma enorme variedade de castas e de vinhos produzidos e aposta fortemente no turismo. Graças ao seu clima e aos seus solos vulcânicos, Tenerife exibe vinhos de elevada qualidade.
O que Tenerife tem de especial?
Com uma paisagem vulcânica e uma localização subtropical, Tenerife apresenta excelentes condições para a viticultura, concebendo vinhos com toque particular dada a influência atlântica e vulcânica. Apesar de produzir todos os tipos de vinho, o grande motor foi sempre o vinho branco feito a partir da aromática casta Malvasia. Inclusive podemos encontrar relatos deste vinho em obras de William Shakespeare. A malvasia de Tenerife era exportada para a europa até o século XVII, altura em que o vinho do Porto e da Madeira começam a ganhar protagonismo. Devido à perda da quota de mercado, Tenerife desenvolveu outros tipos de vinhos.

Apesar da supremacia da Malvasia, Tenerife orgulha-se na sua variedade de castas e também na produção de rosés! Os seus vinhos no geral são fortes e doces devido à grande exposição solar, motivo pelo qual teve sucesso na europa.

Hoje podemos encontrar diversas opções de enoturismo na ilha como por exemplo as diferentes rotas do vinho. Um amante desta bebida não pode deixar de visitar as adegas e conhecer as suas tradições. Com provas gastronómicas e visita às vinhas, descobrimos uma cultura vinícola especial. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Jerez - a pérola da Andaluzia!


Jerez, Xerez ou Sherry é um dos vinhos fortificados  mais complexos que tem se destacado internacionalmente. Com mais de 3000 anos de existência, é produzido na região de Jerez na Andaluzia (Sul de Espanha). Carrega uma cultura milenar complexa de envelhecimento de vinho em soleira. Historiadores encontraram evidências que Colombo bebeu Jerez na sua viagem para a América e que era a bebida preferida de Shakespeare. A verdade é que este vinho fortificado esteve presente na mesa das realezas nos séculos XVII e XVIII.


"Flor"
Mas afinal o que é o Jerez?

Produzido maioritariamente pela casta “Palomino” que após o esmagamento é fermentado em barris e posteriormente sofre adição aguardente vínica. Quando finalizado, começa o processo de solera, o vinho é armazenado em barris com ¾ da capacidade ocupada. O mesmo ganha uma camada denominada “flor” que consiste num fungo responsável pelo sabor típico do Jerez. O sistema de solera permite a mistura de vinhos velhos e novos de forma a manter a “flor”. 

Sistema "solera"
Como outros vinhos fortificados o Jerez pode ser encontrado em várias categorias e versões: fino, montillado, oloroso, palo cortado, amontillado, manzanilla, barrameda, cream e Pedro Ximenez. Alguns são secos outros muito doces e as suas categorias variam conforme a influência ou não da “flor”. 


Apesar da sua longa história, hoje o Jerez é um vinho moderno cada vez mais presente em restaurantes de luxo para acompanhamento de aperitivos e sobremesas. Com uma percentagem alcoólica entre 15% e 18% deve ser consumido com moderação. Para além disso, é  possível a degustação da sua aguardente vínica. O mundo dos vinhos fortificados é enorme e o Jerez daria para horas de leitura. Curioso? Se já o experimentou, partilhe connosco! 


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Commandaria - o vinho mais antigo do mundo?

Segundo o Guinness World Records, Commandaria é o vinho mais antigo do mundo em produção! Originário da ilha de Chipre, no mar mediterrâneo, está comprovado que o vinho é produzido há mais de 4000 anos. Estamos a falar de um vindo doce, fortificado que atingiu a sua fama na idade média e posteriormente entre os Cavaleiros Templários do século XII. O seu nome tem origem na área onde os cavaleiros construíram o castelo Kolossi, “grande commandaria”. O vinho era tão relevante na região que podemos encontrar esta lenda num poema de 800 a.c. do poeta grego Hesíodo.


Processo de secagem das uvas ao sol
Como é produzido afinal?
 O vinho é produzido a partir de duas castas, uma branca (Xynisteri) e uma tinta (Mavro), geralmente de vinhas muito velhas. Para além do grande amadurecimento na vinha, as uvas são deixadas ao sol até duas semanas para intensificar os seus açúcares. Como a maioria dos vinhos fortificados, a fermentação é interrompida para adição de álcool vínico e é posteriormente envelhecido em barricas durante pelo menos 2 anos. É obtido no final um teor alcoólico em torno de 15º e um vinho bastante intenso. 




O que podemos esperar do vinho?
Commandaria é considerado um vinho doce de sobremesa, com textura densa e cor de âmbar. Encontramos notas de caramelo, baunilha, mel, ervas e frutas secas. Ao contrário do vinho do Porto, à medida que envelhece vai escurecendo. 

O vinho mais antigo do mundo é assim ideal para degustar com um chocolate ou um docinho. Há quem sugira degustá-lo singularmente após uma boa refeição. Sirva-o entre 6º a 9º graus e num copo pequeno para vinhos fortificados como o vinho do Porto. Uma experiência a não perder. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Geórgia: o berço do vinho!

A Geórgia é reconhecida como a região vinícola mais antiga do mundo! Com mais de 8 000 anos de história, orgulha-se de ser o país com mais castas nativas (500 variedades) e numerosas descobertas arqueológicas relacionadas com a vinicultura. 
A produção do vinho está intrínseca à cultura do país e o método tradicional de produção de vinho em jarros de Argila (Kvevri) é património cultural imaterial da humanidade pela UNESCO. Ainda hoje, as famílias pela Geórgia plantam as suas próprias uvas e produzem vinho pelo método tradicional, isto porque estão enraizadas na cultura as celebrações e a hospitalidade. É habitual, durante as refeições os Georgianos brindarem por várias vezes!
Localização da Geórgia
Para além da diversidade de castas, a Geórgia possuiu um clima ideal para o vinho. Os verões nunca são excessivamente quentes e os invernos não têm geadas. Todas as boas condições permitem uma produção de 150 milhões de litros por ano!
Um dos vinhos mais famosos na Geórgia são os vinhos meio-doces. Tradicionalmente produzidos nas montanhas, devido à colheita tardia e ao inverno antecipado, a fermentação não completa permitiu a criação de vinhos doces. Podemos encontrar estes vinhos quer tintos quer brancos, e hoje já são produzidos com excelente qualidade e com controlo de temperatura na fermentação.
Evidências arqueológicas da
produção de vinho de 4000 A.C.
Apesar da Arménia lutar pelo estatuto de país de origem do vinho, não conseguiram enfrentar as evidencias da região Kakheti (região vinícola mais importante na Geórgia). A influência deste pequeno país nos nossos dias é tanta que foi da palavra “gvino” (vinho em georgiano) que surgiu o nome da bebida. Hoje, o país investe no enoturismo e podemos encontrar facilmente várias rotas pelas marcas arqueológicas da vinicultura. Um país fascinante para conhecer! 


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

O vinho da Tasmânia!

Regiões vinícolas da Tasmânia
A Tasmânia não é apenas uma ilha localizada a sul da latitude 40º, é igualmente uma região de vinhos! Pertencente à Austrália, a Tasmânia apenas tem 500 mil habitantes, e produz 1% do vinho australiano. Foi no século XVIII que foram plantadas as primeiras videiras mas o grande desenvolvimento da viticultura já foi no século XX. Foi uma das regiões pioneiras da Austrália a produzir vinho.
Vejamos os números:
Plantação: 1800 hectares
Produtores: 160 vinícolas
Produção: 1% da Austrália
Crescimento da produção na última década: 300%
O clima…
Dominada pelas montanhas, e pelo oceano, a Tasmânia tem um clima temperado marítimo com invernos secos e verões amenos. Devido ao clima frio e à amplitude térmica, as uvas amadurecem lentamente potenciando os aromas e preservando a acidez natural.  É considerado um país de clima frio produzindo excelentes vinhos.
Castas plantadas na Tasmânia
Os vinhos…
Geralmente elegantes, delicados e frescos, são feitos a partir de castas europeias devido à semelhança do clima. Os vinhos são típicos de regiões frias com destaque para o Pinot Noir, Chardonnay e os espumantes. A Tasmânia tem chamado à atenção pelos seus espumantes frescos e ácidos assim como o seu elegante Pinot Noir. Algumas casas vinícolas francesas já experimentaram a produção de espumantes com uvas da Tasmânia. Inicialmente a Tasmânia começou por plantar Cabernet Sauvignon e posteriormente foi apostando no Pinot Noir que melhor se adaptou à região. Algumas castas como Sauvignon blanc, syrah e Riesling estão a crescer dia para dia. 
Ficaram curiosos por provar? Nós também!



sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Produção de vinho na Virgínia dispara!

O estado Virgínia bateu este ano o recorde na produção de vinhos! Com um total de 300 vinícolas, mais de 6,6 milhões de garrafas vendidas e 1,2 mil hectares de vinha, já é o quinto maior estado produtor de uva do país.
Para além da produção de vinho, a região tem apostado no enoturimo, registando mais de 285 projetos para turistas. Esta fatia de mercado já gera 750 milhões de dólares no mercado do turismo. Revistas como Wine enthusiast, USA today e Food & Wine Magazine, elegeram a Virginia como o melhor destino de enoturismo dos EUA. São destacadas as paisagens belíssimas e românticas da região e os eventos realizados.
Recentemente, também temos vindo a verificar um crescimento em termos qualitativos dos vinhos da Virgínia. Diversas vinícolas da região têm sido destacadas e premiadas por grandes revistas de renome. Segundo o parecer de muitos especialistas os vinhos da Virgínia são mais parecidos com os do velho mundo do que dos vinhos da Califórnia e concorrem diretamente com os vinhos de Bordeaux e Barolos. As castas utilizadas na região são as francesas como o Chardonnay e o Pinot Noir.

Sim, há mais vinhos nos Estados Unidos da América para além da Califórnia! O crescimento da enologia na América é visível mas ainda têm que enfrentar a grande concorrência do velho mundo europeu. O investimento em métodos vinificação modernos e a contratação de enólogos europeus têm ajudado a ascensão da região vinícola. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

A sub-região do baixo Corgo, o berço do Douro.

O grande amável Douro, é simplesmente a região vinícola demarcada mais antiga e é igualmente património da humanidade da Unesco! O seu nome deve-se ao rio que atravessa montes e vales desde Freixo espada à Cintra até à foz no Porto. Com uma das paisagens mais admiradas, encontra-se dividido em 3 sub-regiões: baixo corgo, cima corgo e douro superior. A região para além de produzir o famoso vinho do Porto, hoje é reconhecido pelos excelentes vinhos tintos e brancos. Da sua paisagem, destacamos os socalcos que foram construídos nos montes, mostrando uma beleza inconfundível.

Hoje vamos falar do Baixo-corgo.

Região vitivinícola do Douro
A sub-região do baixo corgo é a região mais a oeste do Douro, e compreende a região desde Barqueiros até ao rio corgo. Das 3 sub-regiões é a com menor território mas apresenta maior percentagem de ocupação de vinhas plantadas. Foi o berço da viticultura na região do Douro e hoje é uma região com elevada produção de vinhos do Porto.

Com 14000 hectares de plantação, a sub-região tem quase 16000 produtores havendo assim poucos hectares por cada produtor. Com maior pluviosidade e o clima mais ameno que as restantes sub-regiões, o baixo corgo produz vinhos do Porto mais jovens. O clima de influência atlântica, permite igualmente solos mais férteis e elevada produção.


Apesar da tradição do vinho do Porto, hoje o baixo corgo tem revelado excelente qualidade na produção de vinhos de mesa devido ao clima mais ameno. Os seus vinhos são geralmente mais jovens e frescos apresentando igualmente um carácter frutado. As castas cultivadas são idênticas nas sub-regiões, vemos em destaque a tintas touriga nacional, touriga franca, tinta barroca, tinta Roriz e tinto cão; nas brancas a Malvasia fina, o gouveio, o rabigato e o viosinho. 

Não deixe de visitar esta região e desfrute de um bom vinho duriense. 


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Madalena do Pico - cidade portuguesa do vinho 2017!

Foi finalmente anunciado o vencedor do concurso para a Cidade Portuguesa do Vinho de 2017 – Madalena do Pico nos Açores. O objetivo deste concurso é valorizar e promover as regiões vinícolas mas acima de tudo trazer um dinamismo económico, gastronómico e cultural a uma cidade cuja atividade vinícola é crucial. Após uma disputa renhida, este ano foi escolhida uma região demarcada dos Açores. Muitas vezes não são vistos como uma região de vinhos, mas a verdade é que a história vinícola dos Açores remonta o século XV. Em 2004 a vinha da ilha do Pico foi classificada como Património Mundial pela Unesco estando incluída nas 13 regiões vinícolas com essa classificação. O grande objectivo deste protejo para o município é o aposta no enoturismo.

 A ilha do Pico iniciou-se no mundo dos vinhos com vinhos licorosos brancos com base nas castas Verdelho, Arinto dos Açores e Terrantez. Já no século XVII exportava-se para a maioria dos países europeus. Um vinho geralmente de tom dourado, doce com estágio em madeira.

Com a necessidade de expansão no mercado, a região começou a produzir vinhos brancos e espumantes com as mesmas castas. Atualmente, são produzidos mais de meio milhão de litros!

Lajido
Vinho licoroso DOC Pico
Com solos vulcânicos e um clima marítimo ameno e húmido, as vinhas são abrigadas da precipitação, do vento e do ar salgado do mar através dos currais, muros de pedras em volta das vinhas. Essa construção foi considerada uma das mais complexas realizadas pelo Homem. 

Com esta nomeação, teremos uma maior divulgação dos vinhos e do enoturismo da região.  O vinho licoroso é uma excelente opção de oferta para este Natal. Excelente para acompanhar sobremesas e petiscos. Fica também uma sugestão para uma viagem em 2017!


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O que é um vinho DOC?

Os vinhos com designação DOC (denominação de origem controlada) estão por todo o lado! Vemos regularmente nos rótulos o DOC associado a uma região, como por exemplo "DOC Douro".
O DOC é uma nomenclatura utilizada para definir normas rigorosas com objetivo de valorização da região representada. O regulamento pretende controlar essencialmente:
  • A área geográfica abrangida
  • O tipo de solo
  • As castas
  • Método de vinificação
  • Procedimentos enológicos
  • Teor alcoólico
  • Produção por hectare
  • Processo de envelhecimento do vinho

Este sistema encontra-se presente de alguma forma pelo mundo, tendo cada país a sua própria denomincação como a francesa Appellation d'origine contrôlée - (AOC), a italiana Denominazione di origine controllata - (DOC), e a espanhola Denominación de Origen - (DO).

Os vinhos DOC são melhores?

Estas denominações apenas indicam algumas características dos vinhos típicas da região, não se pode afirmar que são melhores que os vinhos regionais.No entanto, os vinhos DOC antes de serem vendidos são rigorosamente controlados. As vinícolas submetem amostras à comissão vitivinícola, de forma a serem garantidas as normas. O objetivo é assegurar rigor na elaboração dos vinhos, respeitar as origens da região e assegurar a qualidade dos vinhos.  

E para vocês? o DOC faz diferença?


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Rías Baixas - Albariño ou Alvarinho?

Situada a Noroeste da Península Ibérica, mais concretamente na província de Pontevedra, as Rías Baixas apresentam anualmente vinhos brancos de elevada qualidade. Devido ao seu clima atlântico, com invernos chuvosos e verões amenos, a sua principal casta Albariño tem encontrado um lar para crescer. Apesar de haver outras castas na região, o albariño corresponde a 97% de toda a plantação! É portanto a região de Espanha que partilha a grande casta Alvarinho da região dos Vinhos verdes. Produzindo anualmente mais de 23 milhões de litros, estamos a falar do produto fundamental para a sustentabilidade económica da região.

Mas qual será o melhor? O Alvarinho português ou o Albariño das Rías Baixas? Existe de facto diferença? Tive a oportunidade de provar recentemente o espanhol, e pude finalmente comparar com o português.

O vinho apresentou uma cor palha com uns tons esverdeados muito brilhantes. Deduzi que estávamos perante um vinho fresco. No nariz, notas florais e vegetais e na boca persistente, um pouco ácido e fresco. Concluo assim que traduz claramente a geografia da região! Ao provar o vinho, imaginei de imediato os grandes pastos verdes da região e o seu clima húmido marítimo.


Sugestão: San ero
PVP: 5€
Assim, são vinhos diferentes do Alvarinho de Monção e Melgaço uma vez que estes são vinhos mais complexos, encorpados e com outras características aromáticas.

A casar perfeitamente com o vinho, a região tem apostado na sua gastronomia, essencialmente no marisco. Um casamento perfeito!

Pode igualmente degustar com a iguaria da região da Coruña: o polvo!

Fica a sugestão!