Mostrar mensagens com a etiqueta Servir o vinho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Servir o vinho. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Como guardar uma garrafa de vinho?

Até o melhor vinho do mundo pode ser arruinado se não for servido e guardado nas condições certas.  Dessa forma, para aproveitarmos o que o vinho tem de melhor seguem as dicas básicas para uma guarda perfeita.

A Luz:

É essencial que o vinho seja guardado sem influência de qualquer raio UV dado que este pode afetar negativamente os aromas do vinho, principalmente os brancos. Opte sempre por locais escuros.

A posição:

Este ponto tem sido amplamente divulgado, como todos sabemos, as garrafas devem ser guardadas deitadas para que a rolha permaneça sempre húmida e dilatada, evitando a entrada de ar.

A temperatura:

Assim como a temperatura do serviço é crucial, a de guarda não é menos importante. A temperatura ideal para guardar um vinho é 12ºC para que este evolua positivamente. No limite a temperatura não deve superar os 24ºC e deve-se evitar locais com grandes amplitudes térmicas. Guardar num frigorífico ou em áreas com muito calor, está completamente fora de questão dado que o vinho poderá oxidar rapidamente. 

Fique longe do mofo!

Aromas indesejados podem contaminar a rolha por isso afaste a sua garrafa de qualquer aroma forte quer a mofo quer de origem alimentar.

Garanta o descanso:

Afaste a sua garrafa de qualquer vibração ou agitação. Evite colocar o seu vinho perto de electrodomésticos ou qualquer aparelho vibratório.

A humidade certa:

Evite guardar garrafas em lugares com excesso de humidade ou demasiado secos para que as rolhas não sequem e propiciem a entrada de ar.


Caso não tenha uma adega, guarde o seu vinho numa despensa ou armário fechado com as condições essenciais. Na hora de comprar, evite adquirir garrafas nas montras ao sol ou com elevada exposição de luz e de calor. Infelizmente, nas grandes superfícies os vinhos são colocados em pé, com elevada luz e perto de fontes de calor. Tenha cuidado!

Caso a sua garrafa esteja aberta, clique aqui para saber o que fazer. 

Boa guarda!


sábado, 26 de agosto de 2017

Verão quente, tinto quente!

Estamos no verão, a estação do sol, das praias, dos Sunsets e do calor! As tão ansiadas férias batem à porta e naturalmente tendemos a saborear uma refeição fora. Vamos a um restaurante com vontade de ter uma experiência gastronómica agradável. Como qualquer enófilo, analisamos a tão desejada carta de vinhos para escolher o néctar da refeição. Talvez um momento a dois, talvez um momento em família, um momento que promete ser prazeroso. 

Até que...
Escolhemos um tinto e este vem à temperatura ambiente, ou seja, a mais de 20ºC.(alerta desastre!).💣Primeiro momento de prova sentimos todo o álcool a apoderar-se das gandulas salivares que nem sequer conseguimos identificar aromas e destrói até o melhor vinho. Surge então a única solução: pedir uma manga para a garrafa. 


A história repete-se todos os verões, ano após ano e restaurante após restaurante (acredito que haja exceções). Com o vinho português a crescer em qualidade, seria agradável que finalmente a indústria da restauração acompanhasse e tivesse mais cuidado com o vinho. 

Fica a dica e enquanto as coisas não mudarem na cultura dos restaurantes, teremos que optar por vinho branco ou então pedir uma manga para salvar o tinto!

Saúde! 





quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Como escolher um vinho para aperitivo?

Como nunca, as refeições não são mais vistas como apenas o prato principal mas sim com tudo aquilo que o momento engloba! Os aperitivos não são exceção e ocupam cada vez mais destaque dado o seu poder de integração social. O serviço dos aperitivos poderá assim determinar o sucesso do encontro.  
Quais são os vinhos indicados para aperitivo?
Em geral, assume-se que um aperitivo deve preparar o nosso organismo para os alimentos pelo que é defendido que se opte por vinhos menos calóricos, mais leves e menos alcoólicos. No caso dos tintos, estes devem ser pouco tânicos e no caso dos brancos, leves e frescos. É igualmente aceite que o aperitivo tenha um nível de açúcar aceitável pois irá permitir a inibição temporária da fome necessária em diversos momentos.
Deixamos assim algumas sugestões:
1.    Espumantes – O gás carbónico incentiva a salivação sendo uma opção ideal para deixar todos com água na boca. São o par perfeito para acompanhar petiscos salgados.
Porto tónico
2.  Vinho Verde – Apesar de não ser muitas vezes visto como um aperitivo, a verdade é que é uma das melhores opções para os dias de verão. Com o seu carácter leve, frutado, fresco e com pouco álcool, acompanha bem frutos do mar, sushi e saladas.
3.   Vinho do Porto – O tradicional aperitivo português está sempre bem presente dada a sua versatilidade. O porto branco é normalmente indicado para aperitivo e acompanha bem tâmaras secas, queijos e salmão fumado. O Porto tónico é uma das bebidas mais apreciadas como aperitivo que consiste em Porto branco, água tónica, gelo e uma rodela de limão.
4.  Vinho Branco – Geralmente frescos e aromáticos, ocupam muitas vezes a primeira opção como aperitivo. Experimente com petiscos de bacalhau e peixe.
5.    Moscatel – Considerado o novo Vermute, deve ser bebido fresco para não se tornar demasiado doce.
6. Vinho tinto – Apesar da opção ser incomum, o vinho tinto pode ser a combinação perfeita para entradas mais intensas com queijos e carne. O ideal é escolher um vinho mais fresco e leve.
Em geral, os vinhos fortificados são vistos como os vinhos aperitivos mas há muitas combinações possíveis. Há que adaptar tudo ao momento e ao que é servido!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Como esfriar uma garrafa em pouco tempo?

Quantas vezes chegamos a casa, apetece-nos um vinho fresco e não há nada no frigorífico? Chegam convidados e não temos vinho fresco! Situações habituais que podem acontecer a qualquer um. A verdade é que o vinho deve ser bebido à temperatura ideal e beber vinho branco, rosé ou espumante quente não lembra a ninguém!
Decidi então resumir aqui algumas dicas para refrescarmos as garrafas rapidamente:
  • 1.    Papel de cozinha/ pano de cozinha + congelador.

Podemos embrulhar a garrafa em panos/papéis de cozinha humedecidos e colocar no congelador. O papel húmido arrefece rapidamente levando a temperatura da garrafa a descer em 15 a 20 minutos.
  • 2.    Uvas + congelador.

Lavamos bem um cacho de uvas e colocamos num saco no congelador. As uvas podem ser depois colocadas num copo (3 ou 4 por copo) e irão arrefecer rapidamente o vinho. Uma alternativa útil para quem pretende apenas beber um copo depois de um longo dia. A pele das uvas não permite a alteração de sabor pelo que é um método seguro.
  • 3.    Balde de gelo + gelo + água fria.

Um dos métodos mais divulgados de sempre. Este procedimento consiste em colocar a garrafa num balde com metade gelo, metade água fria. Em 30 minutos a garrafa fica no ponto ideal para consumo. O balde é útil também para manter a garrafa arrefecida durante o ato do consumo.
  • 4.    Balde de gelo + gelo + água fria + sal.

À semelhança do método anterior, colocamos a garrafa em gelo e água e adicionamos duas mãos cheias de sal grosso. O sal em reação com o gelo proporciona um arrefecimento mais rápido. De forma o topo da garrafa não ficar mais quente, podemos inverter a garrafa a meio do método para um maior equilíbrio.
                                                   

Podemos encontrar outros métodos como decantar o vinho e coloca-lo no frigorífico ou abanar a garrafa. No entanto, os mais corretos foram os mencionados anteriormente. A garrafa não deve ser guardada no frigorífico durante dias pois isso irá afetar a qualidade do vinho. Este deve ser guardado num local escuro sem oscilações de temperatura e vibrações. Já não há desculpas para não beber um vinho fresco num momento inesperado! 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Pode a lua influenciar o sabor do vinho?

Se a lua influencia o nosso humor e a agricultura, por que razão não influenciaria a prova de vinhos? Foi com base nesta questão, que investigadores realizaram testes com o calendário biodinâmico. Segundo o “The independent”, o calendário lunar pode influenciar o sabor do vinho, podendo justificar o motivo pelo qual o mesmo vinho sabe diferente em dias distintos. A teoria está a ser tão bem recebida pelo mundo dos vinhos que até já há supermercados e eventos a agendarem as provas com base nos dias ideais. Há também degustações marcadas para dias diferentes para serem comparados os sabores! Foi criada inclusive uma aplicação “When Wine Tastes best” que informa o melhor dia para degustar o Seu Chardonnay! Muito vanguardista!

Mas afinal como funciona o Calendário Biodinâmico?
When Wine tastes best App

Este calendário foi criado inicialmente para ajudar os agricultores isto porque a posição da lua influencia no crescimento ou não das plantas. No que diz respeito ao vinho, foi descoberto que os melhores dias para desgostá-lo são nos chamados “fruit and flower days”, ou seja, os dias favoráveis à floração. Os vinhos, nestes dias, parecem mais vibrantes, encorpados, aromáticos e mais expressivos que nos dias ideais à plantação, por exemplo. Apesar da não comprovação científica, já foram realizados vários testes e experiências com resultado positivo.


Apesar da onda em volta da teoria, a verdade é que há muitos factores que podem influenciar o sabor do vinho como a temperatura, o modo de conservação da garrafa, o copo utilizado, a pressão atmosférica, o acompanhamento gastronómico etc… As diferenças no sabor das experiências realizadas não foram colossais e para além disso o método não é pratico para o dia-a-dia. No entanto, na dúvida há que testá-lo. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O bag-in-box - a alternativa para o dia-a-dia!

O garrafão do século XXI, o bag-in-box invadiu a europa com o objetivo de facilitar quem bebe vinho diariamente. Criado em 1960, tornou-se muito popular devido à excelente relação qualidade preço e à preservação da qualidade de vinho. Constituído por um saco de polietileno, é considerado um dos plásticos mais seguros na indústria alimentar. Podemos encontrar no mercado box’s de vinho tinto, branco e rosé em formatos de 3 e 5 litros a preços muito competitivos.

Quais as vantagens do bag-in-box?
- É uma alternativa muito mais económica que o vinho em garrafa.
- Uma opção mais ecológica dado que é reciclável registando menor impacto ambiental.
- Permite melhor transporte e arrumação dispensando igualmente saca-rolhas.
- Pode ser bebido por um período até 6 semanas dado que que o sistema de vácuo da torneira permite retirar o vinho sem a entrada de ar. Para além disso, a bolsa plástica é feita de forma a proteger da luz. Produtores garantem a qualidade intacta do vinho.
- Podemos encontrar no mercado vários produtos de grandes vinícolas garantindo a qualidade.

Quais as desvantagens?
- Não é opção para vinhos de guarda ou para envelhecimento. Sempre que é utilizada a torneira, há uma micro-oxigenação daí haver sempre uma data de validade.
- Geralmente só encontramos vinhos de entrada de gama.
- No caso dos vinhos brancos, não é prático colocar a embalagem no frigorífico.
- Não é a opção mais elegante para um jantar especial.
- Não é uma boa alternativa para quem pretende um vinho especial.


Em vários países, o bag-in-box tornou-se uma opção perfeita para muitos consumidores apesar de haver ainda um grande preconceito. Quem pretende beber um vinho especial de vez em quando, esta não é a melhor opção. No entanto, para muitos europeus que bebem vinho diariamente é uma forma mais económica e prática. Precisamos também recordar que esta alternativa veio ajudar muitos produtores a escoar os vinhos de entrada de gama. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Vinho depois de aberto - o que fazer?

Quer num jantar de amigos, quer sozinhos, muitas vezes abrimos garrafas de vinho que não são consumidas por completo. Surge logo a dúvida da preservação do resto do vinho. Um vinho engarrafado evolui lentamente podendo aguentar anos. No entanto, depois de aberto, o contacto com o oxigénio acelera o processo. Os vinhos mais complexos, usualmente necessitam de respirar antes do consumo. Assim, o vinho bebido um dia depois de aberto terá características distintas do momento que foi aberto. Alguns enófilos  não consomem posteriormente o vinho, contudo, o vinho pode manter-se consumível por 3 dias, em geral. A forma como é conservado o vinho fará diferença.

Vejamos algumas regras básicas:

- Espumantes: Independentemente da qualidade, depois de aberto perdem o gás carbónico e o aroma em poucas horas. Devem ser consumidos no imediato.
- Vinhos tintos: Os vinhos mais leves podem durar no máximo 2/3 dias sem perderem qualidades já os mais encorpados e complexos podem chegar aos 5 dias.
- Vinhos brancos: Apesar de haver várias opiniões, no geral, admite-se que duram no máximo 2 dias, se guardado numa temperatura baixa.
- Vinhos Rosés: Dado o processo de vinificação são mais perecíveis, devem ser consumidos no mesmo dia.
- “Bag in box": Uma alternativa para quem bebe um copo de cada vez uma vez que duram cerca de 6 semanas.

Tempo de conservação aconselhável
Como conservar?

- Vinho deve ser armazenado em local frio e escuro mesmo no caso dos vinhos tintos. O frigorífico irá desacelerar o processo de oxidação.
- Opte por tapar a garrafa com um vedante de metal em vez da rolha que já se encontra provavelmente suja e inadequada.  
- As garrafas devem ser guardadas em pé de forma a reduzir a área em contacto com o ar.
- Evite guardar a garrafa na porta do frigorífico pois sofre maior volatilidade de temperatura.
-  Tape a garrafa a cada uso.
- Já há alguns “métodos” divulgados no mercado como o uso do vácuo e gás inerte. Apesar do método do vácuo ser fácil e mais acessível, há experiências que provam que os aromas são afetados.

- O método mais defendido por especialistas é colocar o vinho numa meia-garrafa e colocar no frigorífico. Reduz sensivelmente a área de contacto com o oxigénio e é mais fácil a conservação com a temperatura baixa. 



quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A temperatura ideal do espumante!

Apesar de muitas vezes desvalorizada, a temperatura é um dos pontos cruciais no serviço do vinho. Pode disfarçar um mau vinho como pode arruinar um bom. Para quem ainda desconfia, não há nada como testar. Experimente um vinho a várias temperaturas e irá descobrir que a perceção é totalmente diferente.

Já falamos da temperatura dos tintos, dos brancos e hoje vamos falar dos espumantes!

Sim, os espumantes são bastante sensíveis à temperatura, e assim como os vinhos tranquilos, devemos controlar a temperatura com um termómetro. Não basta colocar no frigorífico e esperar que fique bom! Servidos com a temperatura correta, iremos desfrutar esta bebida no seu melhor. Um espumante quente irá arruinar a degustação.

Vejamos algumas ideias:
  • ·   Os espumantes, em geral, independentemente de serem brancos, rosés ou tintos, devem ser degustados entre 6ºC e 8ºC.
  • ·      Os espumantes doces, podem ser servidos um pouco mais frios de forma a equilibrar a doçura. Quanto mais quente estiver o espumante, maior será a sensação de doçura o que irá desequilibrar o vinho.
  • ·      Os espumantes devem ser bebidos bem frios pois o gás tem tendência a libertar-se suavemente com a temperatura reduzida. Um espumante quente não irá permitir o auge das suas bolhas, dissipando as mesmas num instante.
  • ·     Os espumantes brutos e os mais complexos, podem ser servidos até 12ºC. Dessa forma poderá se sentir melhor o bouquet de aromas do vinho.

Jamais coloque uma garrafa de espumante num congelador uma vez que esta pode arrebentar. Opte por um balde com metade gelo e metade água, após 30 minutos o seu espumante estará no ponto ideal. Verifique sempre a temperatura com um termómetro. 

Desfrute esta bebida excecional, no seu auge! 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A temperatura ideal dos vinhos brancos!

Conforme falámos na postagem sobre a temperatura do vinho tinto, a temperatura pode matar um bom vinho e melhorar um não tão bom. A temperatura poderá alterar totalmente a perceção do vinho! No caso do vinho branco, como em geral tem que ser sempre refrigerado, a única forma de acertar na temperatura é o uso de termómetro! Não há nada pior que um vinho branco servido quente!

Vejamos algumas ideias:

  1. A temperatura elevada do vinho branco permite a evaporação da intensidade aromática. A intensidade dos aromas diminuem aos 12ºC e neutralizam-se nos 8ºC.
  2. A temperatura demasiada baixa torna o vinho branco sem qualquer aroma.
  3. Há medida que a temperatura aumenta, é realçada a doçura do vinho. Vinhos tendencialmente doces deverão ser servidos bem frescos.
  4. Quanto maior a complexidade e o corpo do vinho branco, maior deverá ser a temperatura para apreciação dos aromas. No caso dos vinhos jovens, estes são  beneficiados com temperaturas mais baixas.
  5. No caso dos vinhos mais ácidos como o Vinho Verde, devem ser servidos a temperaturas baixas de forma a neutralizar a acidez.
Excepcionalmente, há alguns grandes brancos (geralmente reservas) que podem ser servidos entre 12ºC e 14ºC. Antes de experimentar, recomendamos sempre a leitura do rótulo do vinho e as indicações das vinícolas. Nos dias mais quentes, é aconselhável o arrefecimento da garrafa uns graus abaixo do recomendado pois no copo o vinho irá rapidamente aquecer. Iremos futuramente falar de formas para manter a garrafa fresca.


Quando servir um vinho branco não se esqueça, a temperatura é crucial! 


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Copo para cada tipo de vinho? A Riedel garante!

Para quem aprecia vinhos, o formato do copo faz sempre a diferença. Quem melhor se aproveitou desta realidade foi a Riedel. Nascida em 1673, esta empresa Austríaca há 40 anos inovou o mercado desenhando copos especializados não só por tipo de vinho mas também por casta! Considerada a Ferrari dos copos, cada peça é construída em cristal, à mão sendo assim uma obra de arte. A importância desta marca é tão grande que um dos exemplares encontra-se no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque!


Mas de onde vem a ciência para a escolha do formato do copo?


A escolha do formato está assente no mapa da língua e nas características de cada tipo de vinho. O fluxo do vinho é enviado para a zona do paladar exata de forma a assegurar a melhor prova. Após milhares de testes, a Riedel conseguiu descobrir o copo ideal para cada tipo de vinho. A maioria dos cientistas são céticos em relação a esta “ciência”, mas as provas realizadas mundialmente asseguram a credibilidade da Riedel.
Mapa das sensações



Mundialmente, especialistas fazem testes com os copos do Riedel e validam a diferença sensorial dos vinhos conforme o copo proposto. Assim, um Syrah não terá as mesmas perceções num copo indicado para Pinot Noir. Atualmente grandes especialistas não dispensam os seus copos Riedel apesar do preço inflacionado. É assim um produto que não está acessível a toda a gente mas tem criado experiências novas no mundo dos vinhos!

Já experimentou algum copo Riedel? Se não, fica a sugestão!

Faça gosto na nossa página do facebook! Obrigada

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Vinho tinto à temperatura ambiente?

"Desta vez o vinho parece-me melhor?" Provavelmente degustou a temperaturas diferentes!



Um dos aspetos mais importantes no serviço do vinho é a temperatura. Por incrível que pareça, é um dos pormenores mais desvalorizados pelos consumidores habituais! A temperatura é fundamental para a harmonia entre acidez, amargura, taninos, álcool e açúcar. Um vinho degustado a várias temperaturas diferentes dará perceções e sensações completamente distintas.

Trata-se assim primordial, um consumidor de vinhos ter um termómetro de garrafa para gerir melhor a temperatura.

Hoje vamos falar sobre a temperatura dos vinhos tintos. Já ouviu a frase “vinho tinto é servido à temperatura ambiente”? Se ouviu, a afirmação está errada. Se estivermos num dia de calor, o vinho jamais poderá ser bebido a essa temperatura. Nenhum vinho pode ser bebido acima dos 20º!


Vejamos assim algumas ideias importantes:

- Quanto mais tânico o vinho, maior deverá ser a temperatura para não se tornar um vinho amargo e adstringente.

- Quando um vinho tinto é bebido a baixas temperaturas, irá ser realçada a acidez, a amargura e os taninos. Será um vinho duro graças à sensação exagerada criada pelos taninos. Para além disso, os aromas irão desaparecer.

 - Quando um vinho tinto é bebido a temperatura demasiada elevada, o álcool irá sobrepor-se às notas de fruta e o vinho irá parecer desequilibrado. Assim, será um vinho sem alma.

- Quanto mais aromático e complexo o vinho é, maior deverá ser a temperatura para apreciação dos aromas. As reservas em geral devem ser servidas a uma temperatura mais elevada que os tintos jovens, isto porque os aromas são realçados com o aumento de temperatura. 


 - A doçura aumenta com a temperatura pelo que caso um vinho seja tendencialmente doce, deverá ser servido a menor temperatura para se tornar mais equilibrado. Para acompanhamento gastronómico é um ponto importante. 



No caso de dúvida, mais vale arrefecer um pouco mais a garrafa uma vez que no copo o vinho tende a aquecer. Esteja atento também aos rótulos de vinhos pois por vezes indicam a temperatura recomendada. Quando receber amigos em casa, não se esqueça, a temperatura do vinho é crucial!